segunda-feira, setembro 26, 2011

IV R€ich em embrião - Deutschland uber alles!

Países "terão de abdicar de parte da sua soberania", caso não respeitem critérios de estabilidade da Zona Euro.
Esta expressão, a ter sido proferida pela chanceler alemã, é um perigoso "remake" do que aconteceu na Europa a partir de 1933, (ainda) sem o recurso às armas, também pelos mesmos motivos (recessão económica, salvação do "espaço vital alemão", etc através da anexação de Estados e eliminação de grupos que atrasariam ou prejudicariam o Reich). Angela Merkel consegue assim, mais uma vez, atravessar o Arco do Triunfo, ao lado do presidente francês, agora sem résistence, com o símbolo do € num estandarte como mais uma cruz gamada, uma suástica da época contemporânea.
A Alemanha fala pela União, a Alemanha manda no BCE, a Alemanha decide as ajudas/ empréstimos, a Alemanha recebe chefes de Estado e Governo para lhes dar conselhos, comanda feriados e horas de trabalho dos países preguiçosos (devem chamar-nos ciganos), a Alemanha decide - com o dedo para cima ou para baixo - quem merece viver ou morrer nesta economia comum.
Não deixa de ser muito irónico que tomadas de posição deste género sejam feitas pela chanceler em plena presidência polaca da União Europeia.
ZIG HEILL comrad Merkel!

terça-feira, agosto 30, 2011

Da soberania

Considerar Portugal um país soberano, democraticamente livre em que prevalece a "vontade do povo" na escolha dos seus representantes é um pouco como falar da Alemanha no pós-guerra:
"(...) tal como uma boa parte dos eleitores sociais-democratas, não poderá fornecer qualquer razão motivada. De facto, tal como muitos da mesma opinião, escolheu o partido por eliminação: o partido democrata-cristão é excluído quando não se tem credo religioso; o partido comunista é opção impossível; o partido liberal é de qualquer modo pequeno demais para poder ter um papel e o partido conservador por demais desconhecido. Querendo pois votar, só restam os sociais-democratas, e para estes vai o voto, ao mesmo tempo que se pensa pouco importar quem ganhe as eleições, visto de qualquer maneira o país estar ocupado." Stig Dagerman, Outono Alemão, 1946

Isto, ou ter uma Troika de poderes económicos e políticos externos a conduzir a governação e condicionar a vida dos cidadãos e o seu acesso a bens e serviços.

quinta-feira, julho 28, 2011

Warhol e a governação de Portugal


Todos se lembram do célebre políptico criado por Andy Warhol para homenagear Marilyn Monroe nos idos de 60. A governação de Portugal nas últimas décadas é em tudo semelhante: a forma é a mesma, só mudam os matizes. 
Passos Coelho (que já dançava o tango com o seu antecessor demissionário) só muda o tom para a versão delicodoce, fazendo crer que parceiros sociais e povo terão a paciência de aceitar o "seu" plano, ainda que o plano apenas tenha sido por si assinado como 2º contraente, como entidade devedora. Vítor Gaspar é Teixeira dos Santos, pintado de técnico pedagogo, como se a natureza "técnica" das decisões definisse a sua bondade e não a natureza política que lhes está subjacente. A chamada redução da despesa, mãe de todas as medidas de combate ao défice, cai invariavelmente nas sobretaxas sobre rendimentos e tarifas dos autocarros, vulgo receita fiscal. 
E em que é diferente, a não ser na cor da "estrela pop", a nomeação de Armando Vara durante o desaire socratino para a chegada do conselheiro coelhista Nogueira Leite à vice-presidência da CGD?
É verdade que não há boys. Parecem bem mais girls, very very bad and naughty "working girls".

sábado, maio 28, 2011

Interrupção Voluntária da Governação - outra vez não!

Não se compreende o porquê da polémica nas declarações de Passos Coelho a propósito da IVG. A verdade é que Portugal escolheu fazer, em 2005 e depois em 2009, dois abortos consecutivos que inviabilizaram o seu futuro como Estado e Nação.
Deixar-se "emprenhar pelos ouvidos" nesta campanha e voltar a acreditar em Sócrates e no Partido Socialista é, isso sim, reincidir numa Interrupção Voluntária da Governação cujas marcas, algumas delas já irreparáveis, tornar-se-ão ainda mais profundas.

quinta-feira, maio 12, 2011

Catroga não tem razão

O homem responsável pela elaboração do programa eleitoral do PSD, ex-ministro das Finanças, não tem razão ao dizer que é inútil "discutir pintelhos".
Afinal está a chegar o Verão! Haverá melhor altura para se decidir como ficar melhor de tanga?

sexta-feira, abril 29, 2011

Não querem a união nacional porque são "faxistas"

Nas eleições é que se lhes descobre a careca. Sócrates diz «eu faxo isto» e Passos Coelho afirma «eu faxo aquilo».
Como diriam todos os que já foram presidentes, os que são, e os que quererão ser em qualquer ocasião (sim Alegre, sim Nobre, também os estamos a incluir): «25 d'Abril Sempre! Faxismo nunca mais!»

quinta-feira, abril 28, 2011

Os dados estão lançados

Com as contratações dos "pontas-de-lança" Judite de Sousa e José Alberto Carvalho para a TVI (de onde saíram os conhecidos elementos "travestidos"), tendo o flanco protegido através da estatal e funcionária-pública RTP, reforçado com o afastamento de Mário Crespo da SIC, Joseph Goebbels... perdão, José Sócrates conseguiu que o acesso ao espaço mediático/ informativo ficasse de tal maneira minado e viciado que as próximas semanas serão um verdadeiro palco para as operações psicológicas de Propaganda socialista.
No dia 5 de Junho diga Mééééé!!

Pê Éssi Dê - candidatura em português do Brasil

Estará no orçamento de 1.9 milhões de euros, que todos pagamos para a campanha do PSD, a contratação do sô Marcos Martinelli e da senhorita Alessandra Augusta para pentear e vestir o senhor doutor Pedro Passos Coelho?
Acaso os "marqueteiros" contratados têm no currículo alguma candidatura que tenha vencido algo de relevante no Brasil? E, já agora, o candidato que gostava de gastar uns créditos e levar a mulher ao casino, já foi a votos por algum motivo digno de nota? 

quarta-feira, abril 27, 2011

Sócrates "bate" Passos Coelho por 153 mil espectadores


Tudo bulímicos, de certeza. Gente que jantou em frente à televisão para ir vomitar logo a seguir.

Pinball Gameover

Passos Coelho diz que "a mudança tem de ser liderada por quem tenha algum crédito para gastar daqui para a frente".
Alguém explique a esta amostra de candidato a primeiro-ministro que foi precisamente a falta de créditos para gastar que nos trouxe até aqui. Ou seja, que trouxe "uns fulanos para governar Portugal"  porque andámos demasiado tempo a gastar créditos.
Se calhar ainda são resquícios da linguagem usada na sala de jogos da Jota-SD. Mete mais uma moeda, pode ser que consigas um par de bolas para chegar ao próximo nível. Assim não vamos lá.

quarta-feira, abril 20, 2011

Baldroikas linguísticas


A péssima qualidade do jornalismo que se pratica actualmente em Portugal - é preciso reforçá-lo com a mesma veemência do poder que exerce na mentalidade colectiva - , leva a que tenhamos de ser submetidos diariamente a uma lavagem cerebral de mensagens encomendadas, falta de sentido crítico e pouca criatividade dos profissionais que nos alimentam com informação.

Agora é a "troika". O que nos leva a outro fenómeno interessante. Ora, sendo um termo russo, utilizado para descrever as alianças políticas da então União Soviética, não deixa de ser curioso que venham agora as "forças da Esquerda" afirmar que a "troika" que se deslocou a Portugal, com representantes do FMI e do Fundo Europeu, seja uma «ingerência, roubo e desastre contra o país». A grande ironia. Trata-se da mesma Esquerda (hoje dividida pelo Bloco e pelo PCP) que, durante quase quatro décadas actuaram precisamente a mando e seguindo instruções da União Soviética contra Portugal e ajudaram a trazer-nos, reduzidos ao "quadrado", a uma «atitude de abdicação e submissão nacional».

terça-feira, abril 19, 2011

O candidato pindérico

Um putativo homem de Estado, pretendente a liderar um governo, não dá entrevistas à revista Flash. E não as dá sobretudo "confessando" que o seu maior sonho, impossível de realizar (além de ser primeiro-ministro, por este andar), era "ter mais filhos". Ou estamos diante de um pindérico candidato que acha o máximo fazer capa nas revistas sociais ou está muito mal aconselhado no que respeita à estratégia de marketing para seduzir a clientela, vulgo eleitorado. Neste caso o mais vulgar eleitorado.
Ainda não estamos no Brasil, apesar de já haver um potencial Tiririca para presidente da Assembleia da República.
Desengane-se quem punha esperanças neste Jota-para-toda-a-vida. Não é tão mau como o Sócrates ("ainda está para nascer um primeiro-ministro que tal e tal..."), mas não estará muitos pontos acima. Só se conseguir também a Caras, a Lux e a TV Mais. Aí sim, terá o meu voto... para ganhar um Globo de Ouro da SIC.

segunda-feira, abril 11, 2011

Noblesse oblige

A memória (e os vídeos do YouTube) são uma coisa filha-da-mãe...
Em 2009 Fernando Nobre aceitou "dar a cara" pelo BLOCO DE ESQUERDA, como mandatário às eleições para o Parlamento Europeu.

Em 2010 pediu um "tiro na cabeça" em nome de uma candidatura apadrinhada por SOARES, senão ia para Belém como Presidente da República.

Em inícios de Abril de 2011 sai debaixo de uma pedra para onde se enfiou desde as eleições que perdeu, para nos dar o quê, vestido de PSD?

sábado, abril 09, 2011

As Alices e seus espelhos


Passos Coelho chumbou o PEC IV por não ter sido avisado das medidas, mas apoia incondicionalmente o pedido para ajuda externa sem ter sido previamente informado.
Sócrates demitiu-se do cargo de primeiro-ministro, mas quer ganhar as eleições para ser primeiro-ministro.

É entre estas duas perigosas almas gémeas que se disputa o futuro governo de Portugal? Estamos mesmo reduzidos à pose, ao discurso marketeiro, ao penteadinho, ao fato polido e à imagem Men's Health - seja um homem de sucesso - como competência para assumir a grave responsabilidade dos destinos da Nação?
Então, na mala dos  €80.000.000.000,00 tragam também uma embalagem de ansiolíticos para estes senhores. E outra de bicarbonato de sódio para os restantes, s.f.f.

quarta-feira, abril 06, 2011

Ou é surdo, ou estava distraído, ou é mentiroso - que é

Por alguma razão que o povo português desconhece, o governo já sabia há algum tempo (ANTES do chumbo do PEC) que tinha de aumentar a sua quota de "sócio" no clube FMI.


Almeida Santos: "Nem eu sei neste momento o que é um empréstimo intercalar"

Ninguém esperaria que soubesse, chéché como está...

Voando sobre um ninho de cucos


Devia encher-se de vergonha quem elegeu - apesar de agora toda a gente negar - para governar Portugal um tipo que devia estar metido numa camisa-de-forças.
4 Abril, entrevista à RTP (hora do jantar): "continuarei a dar o meu melhor para escapar à ajuda externa", "a ideia que está a ser vendida de que esse cenário ajudaria o nosso país é falsa e enganadora"."Tudo farei para que não aconteça".
5 Abril (ao pequeno-almoço): "bancos portugueses deixaram de financiar o Estado". "É urgente pedir um empréstimo intercalar já", diz o presidente do BES, do BCP, do BPI...