segunda-feira, janeiro 31, 2011

Só lá vai com tira-gorduras

O ilustre advogado (do diabo) Daniel Proença de Carvalho foi, na última sexta-feira, a encomenda dos "spins" do governo para capa do Jornal de Negócios. Aquele que representa judicialmente José Sócrates desde os tempos da pasta do Ambiente..., vem dizer muito pudicamente que "o eng. Sócrates foi o político mais causticado desde que temos democracia". Tem de compreender. A soda cáustica é mesmo o único produto capaz de tirar do poder esta nódoa da política nacional. Infelizmente as manchas de gordura na folha de serviço do indivíduo são demasiado resistentes.

E como a máquina de Propaganda socialista funciona com a mesma rapidez da nossa amnésia colectiva, já ninguém se lembra que a acção de limpeza da imagem do engenheiro já foi ensaiada (exactamente) pelo mesmo protagonista há um ano, desta feita no jornal "i" (aceitam-se apostas para saber qual o próximo jornal a fazer o frete). Depois queixam-se em comissões de inquérito para-lamentar sobre as tentativas de manipulação dos media...  Até porque não é preciso muito trabalho de casa para conhecer o homem que tem tudo menos uma opinião insuspeita ou "livre" sobre o PM e o regime. Como conhecedor exímio e ardiloso em matéria de comunicação social -  não tivesse sido ministro da dita, presidente da RTP ou da ZON Multimédia - sabe aproveitar bem as Novas Oportunidades que o partido lhe oferece desde 1975.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Os três F****s do regime

A cultura no Estado Novo de Oliveira Salazar foi sintetizada, na história redutora dos vencedores, pelos três F. Fado, Futebol e Fátima.

Pois a Década Sócrates arrisca-se a ficar nos anais (entenda-se como se quiser) por F**** bem mais modernos. FMI, Fundo de Resgate Europeu e Fátima... Campos Ferreira.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Wishful th(s)inking

O bardo que é candidato à presidência diz que o "staff" já está a preparar a 2ª volta. A verdadeira questão é: para chegar onde?
Eis a resposta mais plausível.


Sugere-se pois que, quando terminar o discurso na noite do próximo domingo, o líder do dito "staff" puxe o autoclismo e ponha o tampo para baixo.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Sugando Alegre(mente) o seio da República

E a cantar de galo há mais de 36 anos. O candidato à presidência Manuel Alegre que, tal como o PM, só gosta de usar o nome próprio, não sai da Assembleia da República desde 1975, o que lhe deu bastante tempo para escrever uns poemas. Em jovem consta que andou por Argel a fazer rádio e, com a colaboração dos seus amigos (mas não necessariamente de Portugal) Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Eduardo Mondlane, Samora Machel, etc, ajudava soldados portugueses a morrer mais livres... , o que poderá justificar a apetência para pregar pregos numa tábua quando era miúdo. Não se lhe conhece currículo profissional, o que mostra como o Estado (social) é a sua vida, e como o próprio afirma, "em 23 de Julho de 2009 despediu-se do lugar de deputado, que ocupou durante 34 anos e que deixou por vontade própria", porque a ele ninguém o cala.
Esperemos que se cale no final da semana. De vez.

Nobre Finíssimo

 
O Fernando Nobre na presidência da República seria o mesmo que ter uma "madame" virgem a gerir um prostibulo e nunca se conformar com as actividades das suas "meninas". Sobretudo porque muito do que lá se passa envolve a perna extra.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Efeito borboleta à portuguesa

Só a Teoria do Caos pode explicar que na quinta-feira, em Lisboa, Cavaco Silva tenha vetado o diploma que simplifica a mudança de sexo para que, dois dias depois num hotel em Nova Iorque, um modelo de 21 anos tivesse castrado o Carlos Castro.

terça-feira, dezembro 14, 2010

Weaky journalism (jornalismo fraquinho)

 
Como é costume, não só por estas bandas mas também, o fenómeno WikiLeaks tornou-se a nova "fonte" jornalística de eleição. Como não há verdadeiro jornalismo de investigação em Portugal (que não decaia automaticamente em jornalismo policial-justiceiro), as "fugas de informação" do WikiLeaks tornaram-se no novo chamariz para vender jornais e puxar para cima as audiências dos media moribundos.
Tudo repescado e já requentado, sabe mesmo bem para alimentar uma polémica fútil entre paragens do autocarro. Mas toda esta informação aos trambolhões, o histerismo próprio dos comentadores de serviço, serve tanto para o desenvolvimento humano e social como o conteúdo da Torre do Tombo largado na sala de um analfabeto ou do Daniel Oliveira.
O WikiLeaks pretende desmascarar as "agendas" políticas, os ...gates disto e os ...gates daquilo. Está bem. E não será isto mesmo uma "agenda"? A agenda da anarquia.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Candidatura à fíf(i)a ibérica

Deixou de haver pão. Agora tiraram-lhes o circo. Maldita conspiração internacional contra Portugal, danada campanha negra com o objectivo de atacar o primeiro-ministro. Malandros.
Tem de se encontrar rapidamente outra coisa, além do patriotismo futebolês, para se entreter o povinho nos próximos tempos.

quinta-feira, novembro 11, 2010

O abcesso

O estado do sítio assemelha-se, a cada dia que passa, a um abcesso à beira da ruptura. E só há dois cenários possíveis. Somos lancetados a sangue frio, sem direito a anestesia, por uma enfermeira de sotaque franco-belga-germânico, ou deixamos que a infecção interna do socialismo socretino alastre, até haver pus por todo o lado.
Em qualquer das hipóteses a consequência é a mesma. Vamos levar com isto em cheio na boca.

segunda-feira, novembro 08, 2010

O segredo dos chineses

 Diz-se, por piada, que o fazem contra o vento. E nós gostamos de levar com o vento da China, tanto que suplicamos por ele. À medida que caminhamos perigosamente para o abismo, e esgotados os malabarismos politiqueiros de pseudo-acordos para dar uma ilusão de governabilidade aos mercados, a China parece o negócio da vida (presa por um fio) destes chamados líderes e , banqueiros e empresários.

A China, que tem uma política de expansão agressiva e de colonialismo económico sobre economias emergentes e mesmo consolidadas, dando por exemplo Angola e os próprios Estados Unidos, onde já detém fatias de leão no comércio e construção, estende agora "generosamente" a mão a Portugal. Não para ser apertada, mas para ser beijada, bajulada.

Mas nós vamos lá, fazemos fila, como na sopa dos pobres. Não há ninguém que explique ao engenheiro de fim-de-semana que duplicar as relações comerciais com a China é um atentado à soberania económica do país, se não hoje, a prazo e para as futuras gerações? Que mais lojas de produtos chineses não devem existir porque dão cabo das empresas portuguesas? Que produzir na China é tirar postos de trabalho a cidadãos portugueses?

Durão Barroso, o ex-maoísta do MRPP, é que nunca imaginou que este sonho iria tornar-se realidade. Deve estar amarelo - mas de inveja - por não ser agora PM e estar lado a lado com Hu Jintao no Palácio de São Bento.

sexta-feira, novembro 05, 2010

Roma começa a arder

... e o "Nero" Sócrates caminha a direito para o meio da fogueira, empurrado pelo próprio partido que começa a antever a destruição da cidade caso o tirano louco não seja derrubado do poder.
Nem a propósito, a capa de sexta-feira do Jornal de Negócios, é uma entrevista da Anabela Mota Ribeiro ao "histórico" do Partido Socialista, Henrique Neto.

AMR: Porque é que tem pó ao Sócrates?
HN: Uma vez, fui a um debate em Peniche, conhecia o Sócrates de vista. Isto antes do governo Guterres. Não sabia muito de ambiente, mas tinha lido umas coisas, tinha formado a minha opinião. O Sócrates começou a falar e pensei: "Este gajo não percebe nada disto". Mas ele falava com aquela propriedade com que ainda hoje fala, sobre aquilo de que não sabe [riso]. Eu, que nunca tinha ouvido o homem falar, pensei: "Este gajo é um aldrabão, é um vendedor de automóveis". Ainda hoje lhe chamo vendedor de automóveis.

AMR: Nos últimos tempos, a sua voz é das mais críticas no PS, e o desdém com que fala dele faz-me perguntar se a questão tem uma raiz emocional.
HN: Faço uma explicação: gosto muito de Portugal - se tiver uma paixão é Portugal - e não gosto de ninguém que dê cabo dele. O Sócrates está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto. Entre o mal que faz e o bem que faz, com o Sócrates, a relação é desastrada.

AMR: Tem essa veia verrinosa, gosta de apontar o que está mal feito?
HN: (...)
Estudei um pouco da história portuguesa, nomeadamente dos Descobrimentos; fizemos erros absurdos. Um dos erros é deixarmo-nos enganar, ou pelos interesses, ou pela burrice. O poder, os interesses e a burrice é explosivo. Descambámos no Sócrates, que tem exactamente estas três qualidades, ou defeitos: autoridade, poder, ignorância. E fala mentira.

AMR: Apesar da discordância, continua ligado ao PS.
HN: (...)
José Sócrates, na última Comissão Política do PS, defendeu a necessidade das severas medidas assumidas pelo Governo, mas também disse que era muito difícil cortar na despesa do Estado porque a base de apoio do PS está na Administração Pública. Disse-o lá, e pediu para isso a compreensão dos presentes. Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis, ser-me-ia indiferente. Mas ele é o primeiro-ministro e está a dar cabo do meu país. Não é o único, mas é o mais importante de todos.

Nada que já não fosse do conhecimento geral. Mas dito por um membro da família política tem outro élan, outra graça. O auge virá apenas quando finalmente arder na pira que alimentou.

quinta-feira, novembro 04, 2010

sábado, outubro 30, 2010

País de alterne

É aquele em que os dois partidos de maior representatividade política estão - desde 25 de Abril de 1974 e ciclicamente, de quatro em quatro anos - mais preocupados com a "alternância" do poder, do que com a dignidade e o dever que têm perante o País e os portugueses que os elegem.

sexta-feira, outubro 22, 2010

Responsabilidade política

Um sinal da decadência desta chamada Democracia de Abril revela-se quando responsáveis políticos e políticos responsáveis não significam a mesma coisa.

Sintomático é também o facto de não se pedir responsabilidade aos partidos da esquerda - fenómeno que a comunicação social não explora a bem as simpatias ideológicas da generalidade das redacções - e identifica claramente o lado do hemisfério onde se concentra o populismo.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Contas de teenagers inconscientes

Imagine-se a seguinte história: um adolescente de família remediada que recebe a mesada, lava carros numa estação de serviço para ganhar alguns trocos extra, estuda pouco mas começa a mostrar-se ambicioso, "moderno" e a competir pelo estilo de vida que os outros têm.
Vê os colegas com aceleras, telemóveis de última geração, integrados nos grupos da moda, a serem ouvidos e respeitados. Esse adolescente, apesar dos poucos rendimentos que consegue reunir, quer tudo aquilo a que tem direito. Começa então a pensar em comprar uma mota, um iPhone, uns óculos Ray Ban, frequenta a noite, os bares e discotecas mais concorridos. Gasta o que tem e, quando não tem, pede emprestado a gente duvidosa. Se essa fonte esgotar rouba a carteira de quem já lhe dá a magra mesada possível. Inicia negócios pouco lícitos, desenrasca umas pedras de haxixe para vender aos colegas, vende CDs e DVDs de contrabando.
Um dia os pais desse Zé, que tem mais uns irmãos da mesma espécie, dizem-lhes que têm de orientar os gastos e saber usar o pouco dinheiro que têm à disposição. "Estamos em crise, são tempos de austeridade". Deverão saber gastá-lo nas suas prioridades. Caso contrário, a torneira fecha-se e os quartos serão invadidos para ver que tipo de desperdícios é que andam a fazer.
O Zé - vamos chamar-lhe assim - não gostou do que ouviu, acha que o mal é do mundo que lhe exige muito, e vai falar com os irmãos para "negociar" as dívidas que contraiu. Para que façam um pacto. Apesar de nenhum deles, e acima de todos o Zé, ter qualquer intenção de mudar de vida, querem mostrar aos pais que estes devem manter o seu contributo, devem continuar a pagar a mesada porque terão juízo no futuro.

Acha mesmo que os pais não devem dar um correctivo a esta gente? A resposta fica ao critério de cada um. Em particular do maior partido da oposição.