quarta-feira, agosto 18, 2010

quinta-feira, agosto 05, 2010

Perversidades contra o delfim Pereira

Coitado do homem, não fossem os factos esquecidos ou des-conhecidos que desmentem o actual senhor ministro...

«[...] famosa reunião de 17 de Janeiro [2001], quinta-feira, que juntou à mesa nas instalações do Ministério [do Ambiente], na Rua do Século em Lisboa, um grupo numeroso de gente interessada em resolver o problema do Freeport.
À mesa sentaram-se representantes dos promotores imobiliários, o ministro, os secretários de Estado Rui Nobre Gonçalves e Pedro Silva Pereira, o edil de Alcochete [José Dias Inocêncio, PS], Charles Smith e Manuel Pedro, e vários técnicos do ministério [...]»

«Ao mesmo tempo que Sócrates se reunia na sede do Ministério do Ambiente, a poucos quilómetros dali, o Presidente da República Jorge Sampaio dissolvia, no seu gabinete no Palácio de Belém, a Assembleia da República e convocava eleições legislativas antecipadas para 17 de Março de 2002. O governo acabara de entrar formalmente em fase de gestão, podendo apenas tomar decisões relativas a assuntos correntes, ficando excepcionalmente condicionado em relação à publicação de novas leis, decisões em matéria de investimentos públicos ou na esfera pública

«Apesar de tudo isso, bastaram 56 dias para ser emitida a Declaração de Avaliação de Impacte Ambiental positiva ao complexo comercial Freeport em Alcochete, tendo sido desafectados quase 38 hectares inscritos na ZPE, sem consulta prévia da Comissão Europeia, como era obrigação do Estado português

«A 5 de Fevereiro, o secretário de Estado do Ordenamento do Território, Pedro Silva Pereira, publicou um despacho anunciando que, desde esse dia e até 5 de Março, o Estudo estava disponível para consulta pública.
[a 14 de Março de 2002] o diploma foi levado à reunião [Conselho de Ministros] pela mão de José Sócrates, ministro do Ambiente, tendo a autorização para a construção do outlet recebido luz verde do XIV Governo Constitucional. E tudo a três dias das eleições legislativas que o PS perdeu. [...] este foi o Estudo de Impacte Ambiental mais rapidamente aprovado da história de Portugal, tal como consta na base de dados da Agência Portuguesa do Ambiente: foi entregue, avaliado e aprovado em 56 dias (dos quais apenas 39 úteis).»

«[...] a 10 de Fevereiro de 2005 [Sócrates] afirmou ter tido necessidade de recorrer a uma 'bengala' chamada Pedro Silva Pereira, que tida sido seu secretário de Estado do Ordenamento, para obter respostas sobre o Freeport. "Então telefonei ao Pedro Silva Pereira (...) e o Pedro, que tinha essa memória e os documentos todos, veio de Cascais para Setúbal para me explicar o que tinha sido feito no governo e para redigirmos um comunicado de imprensa", recordou Sócrates na sua biografia autorizada.»

«Se tinha sido Rui Nobre Gonçalves quem mais acompanhou, por delegação expressa de competências, todo o processo Freeport, como é que a "memória" dos factos estava guardada na cabeça de Pedro Silva Pereira e os "documentos todos" na sua casa particular de Cascais? Como é que era ele quem tinha memória e documentação de um processo que oficialmente não estava sob a sua tutela e só pontualmente acompanhava?»

João Bénard Garcia, Freeport - Corrupção ou Perseguição?, Prime Books, 1ª Ed., Set. 2009

segunda-feira, agosto 02, 2010

Heil!

«________ é muito meu amigo e eu tenho orgulho nessa amizade. Ele gosta muito de mim. Eu também gosto e admiro-o muito. E tenho muita pena que ele tenha sido tão mal tratado, tão agredido. Nunca nenhum primeiro-ministro foi tão agredido como ele e tão injustamente. Já o acusaram pelo menos de quatro coisas graves e ainda não provaram nenhuma. Mas continuam à procura

«Por outro lado, admiro-o por muitas razões, não só a resistência psíquica, clarividência, capacidade oratória, a de se deslocar. Ele é como Deus nosso Senhor, está em toda a parte.
Ele cansa um exército e quando vai a qualquer país ainda vai correr na rua. Mas há uma coisa que admiro muito nele: a capacidade de inovação. Nunca ninguém fez tantas reformas como ele, sobretudo no anterior Governo, nomeadamente na área das novas tecnologias, saúde, energia

Este discurso de Goebbels sobre Adolf Hitler é muito parecido com uma entrevista de Almeida Santos sobre José Sócrates.
Ou é vice-versa?

sexta-feira, julho 30, 2010

Da "excelente" economia de casino

O primeiro-ministro, que no auge daquilo a que se denomina o permanente estado de "crise", falou em «economia de casino» para a especulação que existe nos mercados financeiros, em concreto no mercado bolsista.
É o mesmo primeiro-ministro que, qual profissional jogador de casino, vem agora sacar da cartada da golden-share no negócio da PT-Telefónica sobre a Vivo para se afirmar o vencedor de um «excelente negócio».
O que mudou de há um mês para cá na Vivo que deixou de ser estratégico e vital para a economia portuguesa? Mudou o preço... Tudo tem, afinal, um preço ao contrário do que dizia o soldadinho-de-chumbo Granadeiro e nada, na manipulação governamental de um negócio com 74% dos accionistas com posição vendedora, foi estratégico.

A PT (Peta Total) que o PM nos apresenta neste final de semana esboroa-se tão simplesmente como o facto de que a Vivo foi mesmo vendida à espanhola Telefónia, ainda que por mais uns milhões (pagos em tranches), tornando-se dominante naquele mercado. Além disso a Oi não é um coelho sacado da cartola socratina, estava já a ser estudada como alternativa à presença no Brasil. Uma alternativa pobre, por sinal, que pode muito bem ter sido comprada mais cara, à custa do brio patrioteiro.
Ninguém se questiona, todos saúdam o punhado de euros que o querido líder recolheu para salvar a honra do país. E que mais? Miserável país de gente sem memória.

quarta-feira, julho 28, 2010

Acabaram-se as campanhas negras

Também não sei por que se queixava tanto o PM das "campanhas negras" que o associaram a um alegado caso de corrupção na licenciatura, perdão, no licenciamento do Freeport.
Barack Obama também teve direito a uma campanha dessas e tornou-se presidente dos Estados Unidos. Até ganhou o nóbel da Paz.
Venham as campanhas negras!

Caso Freeport concluído sem implicar José Sócrates

A classificação de "Zona de Protecção Especial" à área onde foi implantado o Freeport acaba por assentar como uma "luva".

Let the M*****f***** burn

Não o país,














o indivíduo.

quarta-feira, julho 21, 2010

Estratégico

Talvez nunca tenhamos estado tão endividados, tão dependentes como hoje.
Ao mesmo tempo, nunca nos quiseram fazer sentir tão "estratégicos", apesar de pobres e pequeninos. Mas quê?! São as parcerias estratégicas e as alianças estratégicas, os negócios estratégicos das empresas estratégicas, os investimentos estratégicos e os planos estratégicos. É o desenvolvimento estratégico através de uma estratégia política de desenvolvimento... estratégico. São as visões estratégicas para segmentos estratégicos. Mercados estratégicos e linhas de orientação estratégicas. O potencial estratégico de indústrias estratégicas. Portugal é estratégico. Sem estrategas.

Que lhes seja feita justiça, a estes tipos que nos governam, porque revelam uma capacidade verdadeiramente estratégica. De nos lixar a todos.

terça-feira, julho 20, 2010

Imagens inéditas procuram-se... e vergonha na cara

Pede-se a quem tenha captado, em qualquer dos telejornais, o plano em que o Presidente da República Portuguesa baixou as calças diante do Senhor-da-Guerra-do-Petróleo-e-dos-Diamantes José Eduardo dos Santos, que o remeta para a caixa de correio assinalada.

Há quanto tempo nos esquecemos que Angola não é uma democracia? Foram precisos quantos anos para apagar o facto histórico de que, se hoje não existe guerra civil em Angola, é porque Jonas Savimbi (outro inocente no processo de independência daquele país...), foi capturado e assassinado no mato, sem julgamento, decapitando-se assim a liderança da UNITA, única facção capaz de hipoteticamente tentar disputar as hipotéticas eleições?
Qual foi a última data em que o povo angolano foi chamado a eleger um governo? Quantas vezes foram já prometidas eleições pelo MPLA, que tomou de assalto o poder há mais de 30 anos, sem nunca ter consultado a população? Para onde vai o dinheiro do petróleo, do ouro, dos diamantes?
Provavelmente para dentro da Louis Vuitton que Isabel dos Santos (a filha com queda para os negócios) traz a Portugal, onde deita por cima das melhores empresas nacionais os seus petrodólares.

Com estranheza, durante o primeiro mandato que agora termina fomos entranhando as "parcerias estratégicas" de Cavaco Silva com gente de má reputação que, por sua vez, se orgulha de tratar por tu os democratas Chávez e Kadafi.
Por muito que do ponto de vista económico seja vital lançar a âncora aos principais mercados para onde Portugal exporta os seus produtos e serviços, Cavaco pode não ofender a Mota-Engil, o grupo Espírito Santo, a Teixeira Duarte, a Águas de Portugal, a Galp ou a EDP, mas envergonha todos os portugueses que sabem e se lembram quem é Eduardo dos Santos, de onde vem e quais as responsabilidades do MPLA em três décadas de morte, miséria, êxodo e orfandade em Angola.

sexta-feira, julho 16, 2010

E se um dia alguém lhe oferecer uma coligaçao PS, PSD, CDS?

Isso é um impulso muito parvo.

Profecias moluscolares


Durante o Mundial de Futebol houve um polvo que revelou verdadeiros dotes de profeta ao adivinhar os resultados dos jogos e até de qual a selecção vencora.
Desconfio que também há um Lula que sabe a resposta para o bloqueio do governo socialista português à venda da participação da PT na Vivo.

quinta-feira, julho 15, 2010

Em direcção ao abismo

Sempre me intrigou a expressão que os socialistas gostam de utilizar para não ter de explicar as suas opções, acções, decisões, que é "fazer o país avançar".
Com o mar pela frente e o Comandante Pinto de Sousa ao leme sem carta de marinheiro, sabemos no que isso dá. Portugal à deriva.

quarta-feira, julho 14, 2010

Testes ao stress

Deviam inventar "stress tests" para os contribuintes como aqueles que fazem com a banca.
No fundo, as doenças de uns reflectem-se nas perturbações dos outros.

A vida no Asteróide B612

Saint-Exupéry criou, para o seu Principezinho, um asteróide onde tão simbolicamente existe uma rosa vermelha dentro de uma redoma de vidro, para não morrer...
Nós, por cá, temos o nosso principezinho que vive num mundo só seu. Nele, «está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice» e, mais recentemente, sabe-se que é onde «não há país que tenha feito mais reformas nos últimos cinco anos».

É justo

A agência de notação financeira Moody's desvaloriza a república portuguesa com um corte no rating.
Vem o presidente da República e os analistas e desvalorizam o corte do rating.

Quem diz é quem é.

sexta-feira, julho 09, 2010

A raça barrosã de Bruxelas

Durão Barroso diz que os governos não souberam aproveitar o "tempo das vacas gordas".
Em compensação, continua a dar-nos a honra de manter a sua égide barrosã a partir de Bruxelas, que de certeza nos trará muita prosperidade. Curioso que a mesma alegoria das vacas gordas já tinha sido utilizada em 2003, durante o seu curto périplo como primeiro-ministro de Portugal.


Tal como a Vivo para a PT, Durão também é uma espécie de empresa portuguesa com participação no estrangeiro, e que representa um interesse estratégico nacional. Como o nobel Saramago, o Cristiano Ronaldo ou o José Morinho. No nosso íntimo colectivo também achamos que temos direitos especiais sobre eles, como o governo sobre os negócios da PT.

quinta-feira, julho 01, 2010

Para utilizar em caso de necessidade

É assim que um primeiro-ministro (que, tanto quanto se saiba, não tem quaisquer conhecimentos académicos ou competências profissionais na área financeira ou económica) justifica a ingerência do Governo na decisão maioritária de 74% dos accionistas presentes na Assembleia Geral da PT. «A golden share serve para ser utilizada quando necessário».
Como, de resto, a dissolução do Parlamento.

São as acções douradinhas que nos fazem crescer



Além de Chico Buarque e de Almeida Santos, outra das grandes referências da juventude de José Sócrates é o Capitão Iglo.
O primeiro-ministro muitas vezes se sente sozinho a puxar pelas energias do país, porque só ele sabe dar real valor aos douradinhos.

"O comando é MEU"

José Sócrates leva as campanhas da PT demasiado a sério.