O candidato Fernando Nobre, em campanha para as presidenciais, terá comparado a situação de Portugal a uma hérnia estrangulada.
Na mesma linha de raciocínio, admitir sequer a hipótese de que o doutor Fernando Nobre viesse a ser eleito Presidente da República, seria submeter o país a uma lobotomia.
segunda-feira, junho 28, 2010
quinta-feira, junho 24, 2010
Lisboa, que fé professas?
Em pouco mais de dois meses a cidade de Lisboa viu utilizados muitos dos seus espaços publicitários (a custas de quem?) preenchidos com uma saudação ao Papa Bento XVI, aquando da sua visita a Portugal, e em agradecimento a José Saramago. Pela sua morte?...
Sendo o segundo um dos muitos detractores (adj. aquele detrai; difamador; maldizente) do primeiro, representante máximo da Igreja Católica no mundo, trata-se do mais recente exemplo da má estratégica de marketing adoptada pela equipa do presidente Costa. De uma parolice confrangedora, de quem se verga apenas e só aos títulos ostentados pelas figuras que passam pela capital, em vivos ou jazendo mortos.
Homenagem feita ao mensageiro, Santidade ou Nobel, e não à mensagem. Caim ou Deus é Amor? Evangelho segundo Jesus Cristo ou Caridade na Verdade?
Está à vista que a cartilha do Partido Socialista para Lisboa é um "manual de maus costumes".
Sendo o segundo um dos muitos detractores (adj. aquele detrai; difamador; maldizente) do primeiro, representante máximo da Igreja Católica no mundo, trata-se do mais recente exemplo da má estratégica de marketing adoptada pela equipa do presidente Costa. De uma parolice confrangedora, de quem se verga apenas e só aos títulos ostentados pelas figuras que passam pela capital, em vivos ou jazendo mortos.
Homenagem feita ao mensageiro, Santidade ou Nobel, e não à mensagem. Caim ou Deus é Amor? Evangelho segundo Jesus Cristo ou Caridade na Verdade?
Está à vista que a cartilha do Partido Socialista para Lisboa é um "manual de maus costumes".
quarta-feira, junho 23, 2010
Dignidade aos restos mortais do nobel
Além de Lanzarote e do Panteão Nacional, a caixa de areia do meu gato também é candidata a receber as cinzas de José Saramago.
sábado, junho 19, 2010
Obituário
Que dizer da morte de José Saramago?
Tem sido um mau ano para o PCP.
14 Maio - Saldanha Sanches
2 Junho - Rosa Coutinho
18 Junho - O ponto final do homem que não usava pontos finais.
Tem sido um mau ano para o PCP.
14 Maio - Saldanha Sanches
2 Junho - Rosa Coutinho
18 Junho - O ponto final do homem que não usava pontos finais.
sexta-feira, junho 18, 2010
Fernão Lopes, Oliveira Martins, José Mattoso... Moita Flores
Temos tido oportunidade, de tempos a tempos, de ser bafejados pela produção literario-televisiva de Francisco Moita Flores. É que além de ex-inspector da Polícia Judiciária e actual edil da câmara municipal de Santarém, até frequente comentador de crimes sobre "pequenas" (pequena Joana, pequena Maddie, etc), Moita Flores é também um interessado pela História.
Pela mão da RTP (bendito serviço público) trouxe-nos os conhecidos casos Ballet Rose, as estórias de Alves dos Reis, d'A Ferreirinha e o Processo dos Távoras. Todos episódios ou personagens da história de Portugal sobre os quais, sabe-se lá por quê - talvez por proporcionarem ardentes cenas de alcova - entendeu dar asas à criação. O título mais recente dado à estampa é Mataram o Sidónio!, com direito a spot de TV e tudo.
Moita Flores, pode dizer-se com justiça, dá razão de ser à categoria literária "Romance Histórico", pela sua apetência por alegadamente investigar e depois escolher ficcionar sobre as suas investigações. Daqui não resultaria qualquer mal, não fosse a enorme iliteracia reinante. O que se vai passar com mais este livro do ex-PJ é que, novamente a pretexto de se dar a conhecer um período conturbado, polémico e blá-blá-blá da república, nos escaparates das livrarias vai ficar exposto romance "de amor e morte" e não os factos da História.
Se não tivermos cuidado, um dia destes são os livros de estórias de Moita Flores a ser leccionados nas escolas em vez das obras de Fernão Lopes, Oliveira Martins ou José Mattoso, apenas para citar alguns.
Já temos uma ministra da Educação ficcionista e modelos pedagógicos virtuais. Falta muito pouco para ficcionar tudo o resto.
Pela mão da RTP (bendito serviço público) trouxe-nos os conhecidos casos Ballet Rose, as estórias de Alves dos Reis, d'A Ferreirinha e o Processo dos Távoras. Todos episódios ou personagens da história de Portugal sobre os quais, sabe-se lá por quê - talvez por proporcionarem ardentes cenas de alcova - entendeu dar asas à criação. O título mais recente dado à estampa é Mataram o Sidónio!, com direito a spot de TV e tudo.
Moita Flores, pode dizer-se com justiça, dá razão de ser à categoria literária "Romance Histórico", pela sua apetência por alegadamente investigar e depois escolher ficcionar sobre as suas investigações. Daqui não resultaria qualquer mal, não fosse a enorme iliteracia reinante. O que se vai passar com mais este livro do ex-PJ é que, novamente a pretexto de se dar a conhecer um período conturbado, polémico e blá-blá-blá da república, nos escaparates das livrarias vai ficar exposto romance "de amor e morte" e não os factos da História.
Se não tivermos cuidado, um dia destes são os livros de estórias de Moita Flores a ser leccionados nas escolas em vez das obras de Fernão Lopes, Oliveira Martins ou José Mattoso, apenas para citar alguns.
Já temos uma ministra da Educação ficcionista e modelos pedagógicos virtuais. Falta muito pouco para ficcionar tudo o resto.
quarta-feira, junho 16, 2010
Portugal, a casa dos horrores
Esta espécie de parelha política PS/ PSD que lidera o bipolarismo (patológico) governativo nacional arrisca-se a uma justa comparação entre Portugal e Josef Fritzl.
Senão vejamos: o chamado "monstro" austríaco foi carrasco da filha durante 24 anos. Em Portugal, Cavaco Silva tornou-se, mais ou menos nessa altura, "pai do monstro" chamado défice das contas públicas. Mas os indícios não ficam por aqui. Tanto o psicopata como os... sucessivos líderes dos governos de Portugal e suas respectivas oposições souberam manter os segredos ocultos da sociedade durante mais de duas décadas, evidenciando comportamento manipulador, calculista e perverso, com grande capacidade de adaptação e de "arranjar desculpas para as coisas que foram acontecendo". Faz lembrar alguém muito próximo, não é?
E as mais recentes preocupações com a "credibilidade externa", as idas a Wall Street, as acções de charme em Bruxelas, são disto exemplo. À semelhança de Josef Fritz, Sócrates e Passos Coelho também não parecem importar-se com mentir, roubar e silenciar as suas vítimas, os seus eleitores, para que os vizinhos da Europa, a quem precisamos pedir dois ovos e um raminho de salsa, nos considerem gente séria e de bem. Ainda que no tango se mostrem belas pernas, o par é tudo menos recomendável.
segunda-feira, junho 14, 2010
Ficções do interlúdio
Se fosse Manuel Alegre presidente da República, o discurso da cerimónia militar no 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, teria de ser feito a partir de uma cabine de som, em Argel.
Entretanto, António Guterres inicia esta terça-feira o seu segundo mandato como Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. Vai-se entretendo nos próximos cinco anos até ter finalmente o caminho livre para Belém, com um eventual nobél da paz ao peito. Curioso que o único país do mundo de que Guterres fugiu ou se quis refugiar foi Portugal.
Imagina-se que os pântanos que encontra lá por fora não sejam tão assustadores que o levem a demitir-se desta vez.
Entretanto, António Guterres inicia esta terça-feira o seu segundo mandato como Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. Vai-se entretendo nos próximos cinco anos até ter finalmente o caminho livre para Belém, com um eventual nobél da paz ao peito. Curioso que o único país do mundo de que Guterres fugiu ou se quis refugiar foi Portugal.
Imagina-se que os pântanos que encontra lá por fora não sejam tão assustadores que o levem a demitir-se desta vez.
domingo, junho 13, 2010
Arrufos de namorados
Passos Coelho admite que poderão vir a haver "consequências" se existir, no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito, matéria que incrimine politicamente Sócrates no caso PT/TVI.
Pedro poderá não deixar José fazer-lhe "brincadeiras" no quarto escuro durante uma semana. Pelo menos.
Pedro poderá não deixar José fazer-lhe "brincadeiras" no quarto escuro durante uma semana. Pelo menos.
sexta-feira, junho 04, 2010
As origens da espécie de Maçada
«Ah! vê-se bem que é novato! Que é virgem cá por estes lados! Um provinciano! É o que eu te digo! Com a terra agarrada às botas, de certeza! Quer mostrar-se diligente, a lástima! Que imaginação a dele! Nem se pode conter! Mas que imaginação! Ah! vai-lhe custar mais caro a ele do que a mim... porra! ora se vai...»
Louis-Ferdinand Céline, Morte a Crédito
Pergunta de algibeira
Se os alunos vão poder saltar do 8º para o 10º ano de escolaridade, com que base é que se faz a avaliação dos professores do 9º ano?
Pela suas capacidades como juízes de linha num torneio de ténis?
Pela suas capacidades como juízes de linha num torneio de ténis?
quinta-feira, junho 03, 2010
A retroactividade da mentira
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças do XVIII Governo Constitucional justificou, no dia 2 de Junho de 2010, a legitimidade do roubo e da burla aos cidadãos contribuintes com o pretexto do "bem público" e do "carácter imprescindível e de emergência".
Em 22 de Maio, a mesma personagem impossível de classificar despachou e clarificou de seguida, para que não houvessem dúvidas: «as novas taxas de IRS só entram em vigor a partir de Junho e somente a partir de Junho». Mais: «No meu espírito nunca esteve outro período que não fosse Junho».
O (PM) Principal Mitómano do governo veio corroborar esta verdade. O princípio da retroactividade não se aplica e os senhores das finanças lá farão umas contas e uns cálculos de forma a que seja aplicada a taxa só no período de Junho a Dezembro. «Só fará sentido aplicá-la para a frente», como a areia nos nossos olhos aliás.
Nota 1: Não esquecer que Pedro Passos Coelho, a confiar nos acordos estabelecidos com o PS e não desmentidos, face à aprovação das medidas no Parlamento, sabia da construção do enredo até à revelação desta tarde e manteve-se fiel ao pacto diabólico. Só não se mantém fiel ao princípio da verdade.
Nota 2: Jorge Sampaio dissolveu o Parlamento por muito menos do que isto. À conta da conjuntura (vulgo Presidenciais) Cavaco Silva anda a fazer equilibrismos sem rede, sobre um barril de pólvora ao sol.
Em 22 de Maio, a mesma personagem impossível de classificar despachou e clarificou de seguida, para que não houvessem dúvidas: «as novas taxas de IRS só entram em vigor a partir de Junho e somente a partir de Junho». Mais: «No meu espírito nunca esteve outro período que não fosse Junho».
O (PM) Principal Mitómano do governo veio corroborar esta verdade. O princípio da retroactividade não se aplica e os senhores das finanças lá farão umas contas e uns cálculos de forma a que seja aplicada a taxa só no período de Junho a Dezembro. «Só fará sentido aplicá-la para a frente», como a areia nos nossos olhos aliás.
Nota 1: Não esquecer que Pedro Passos Coelho, a confiar nos acordos estabelecidos com o PS e não desmentidos, face à aprovação das medidas no Parlamento, sabia da construção do enredo até à revelação desta tarde e manteve-se fiel ao pacto diabólico. Só não se mantém fiel ao princípio da verdade.
Nota 2: Jorge Sampaio dissolveu o Parlamento por muito menos do que isto. À conta da conjuntura (vulgo Presidenciais) Cavaco Silva anda a fazer equilibrismos sem rede, sobre um barril de pólvora ao sol.
Dress code AR
Pode ser um assunto de somenos importância. Será concerteza um tema ignóbil perante os grandes desafios com que se defronta a Nação. Mas não tardará a hora de Jaime Gama, como "chefe de sala" da Assembleia da República, exigir alguma respeitabilidade a quem frequenta o plenário?
Passo a explicar. Se não falha a memória, quem inaugurou o estilo javardo no "dress code" dos deputados à AR foi o Bloco de Esquerda. Admitindo-se a ausência da gravata - esse ícone do capitalismo selvagem - a informalidade de alguns deputados do lado mais "sinistro" (leia-se no italiano) do Parlamento passou ao estado de quase vagabundismo. Alastrou ao PCP e ao PEV (ou Verdes). Entende-se, os trabalhos prosseguem mais tarde em Santos-o-Velho, mesmo ali em baixo, e no Bairro Alto, a umas centenas de metros.
Não me julguem snob ou betinho. Aqueles senhores têm o dever de credibilizar o que dizem perante o país. O tradicional fato completo ajuda? Ajuda. As avózinhas adoram um rapaz bem composto. Ponhamos a coisa em perguntas simples como: se um médico for andrajoso temos 100% de segurança no diagnóstico? Confiamos na capacidade do advogado em defender a nossa causa? Pomos o dinheiro nas mãos do bancário com ar de pedinte? A resposta é singela. Não.
Esta esquerda caviar está muito sardinha de escabeche.
terça-feira, junho 01, 2010
Mil milhões acima do baixo e oportunista
Centros de decisão nacionais, Brasil mercado estratégico, golden share, David contra Golias e até "tudo tem um preço menos a honra" (Ricardo Salgado, presidente BES, accionista PT). Expressões velhas de cinco dias. Ninguém as lembra, deixaram de contar no frenesi da parada a subir de tom.
Quem decide, na PT, são senhoras que andam na vida como quaisquer outras. Vendem o corpo exactamente da mesma maneira, convencidas de que a alma se mantém pura e sem mácula porque não se deixaram levar à primeira oferta.
A diferença entre estar numa paragem de autocarros ao lado do Técnico e sentada num confortável sofá do Elefante Branco é que o segundo género sabe "encaixar" melhor. No mínimo mil milhões de euros melhor.
Quem decide, na PT, são senhoras que andam na vida como quaisquer outras. Vendem o corpo exactamente da mesma maneira, convencidas de que a alma se mantém pura e sem mácula porque não se deixaram levar à primeira oferta.
A diferença entre estar numa paragem de autocarros ao lado do Técnico e sentada num confortável sofá do Elefante Branco é que o segundo género sabe "encaixar" melhor. No mínimo mil milhões de euros melhor.
Desculpe, não percebi
Querem vencer-nos pelo desgaste.
Depois de Valter Lemos - essa grande autoridade que, qual salva-vidas legislativo, tão facilmente vigia a praia da Educação como a pasta do Trabalho e Solidariedade Social - vir fazer acrobacias com os últimos dados do Eurostat sobre desemprego, que bateu um recorde de 10,8% da população portuguesa activa, face aos 9,2% no mesmo período do ano passado...
Depois de Valter Lemos - essa grande autoridade que, qual salva-vidas legislativo, tão facilmente vigia a praia da Educação como a pasta do Trabalho e Solidariedade Social - vir fazer acrobacias com os últimos dados do Eurostat sobre desemprego, que bateu um recorde de 10,8% da população portuguesa activa, face aos 9,2% no mesmo período do ano passado...
... vem o primeiro-ministro emitir a suma opinião, à chegada a um périplo de importância vital a Marrocos, "desvalorizando" estes indicadores porque «já teve um sinal (deve ter alguma amiga cartomante LGBT) que a situação podia melhorar e que a partir do Verão se deverá registar um "abrandamento" da subida do desemprego». Melhor, uma «inflexão no movimento de ascenção». Um sinal de onde? Do Além? Pode ser mais concreto, ter um nico de respeito pelo poveco que o elegeu?
Um sinal, esse sim, de que a persistência da trupe socratinesca em pintar um Portugal desenvolvido e moderno ameaça derrotar a nossa capacidade de resistência crítica é que a propaganda já nem recorre ao verbo "recuar", "reduzir" ou "diminuir" os 595 mil desempregados registados.
Não. Damo-nos por satisfeitos com o "abrandamento da subida".
Deixo uma sugestão a quem ainda acredita neste argumentário. Pegar na vuvuzela e fazer um movimento de inflexão.
segunda-feira, maio 31, 2010
Isto não vai correr bem
Quem pensou na calendarização para aplicar o mal afamado Plano de Austeridade não sabia o que estava a fazer. O que é estranho, na medida em que tivemos os líderes mais jeitosos do país a planeá-lo juntos num fim-de-semana, há duas ou três semanas, naquele intervalo de tempo em que o mundo mudou.
Lançar medidas de austeridade no dia em que começa oficialmente a época estival é um erro crasso. Desta forma, como se poderá fazer a necessária consciencialização dos esforços e da aplicação destas medidas fiscais suplementares e esta redução das despesas do Estado?
"Austeridade" e "esforço patriótico" são diametralmente opostos a "praia" e "férias de Verão". Não podiam adiar isto para meados de Setembro? Aí sim, não haverá dinheiro, com a vantagem de não nos lembrarmos para onde foi nem como.
Ou será que a dupla do tango sabia bem demais (sem perder votos nas eleições que se antecipam) que muito mais facilmente se conseguirá meter a mão no bolso do povoléu, sem que este se aperceba, porque deixou a carteira em cima da toalha enquanto se afastou para dar um mergulho?
Nada melhor que o calor, umas caipirinhas, e um mundial de futebol para se entreter as gentes.
Lançar medidas de austeridade no dia em que começa oficialmente a época estival é um erro crasso. Desta forma, como se poderá fazer a necessária consciencialização dos esforços e da aplicação destas medidas fiscais suplementares e esta redução das despesas do Estado?
"Austeridade" e "esforço patriótico" são diametralmente opostos a "praia" e "férias de Verão". Não podiam adiar isto para meados de Setembro? Aí sim, não haverá dinheiro, com a vantagem de não nos lembrarmos para onde foi nem como.
Ou será que a dupla do tango sabia bem demais (sem perder votos nas eleições que se antecipam) que muito mais facilmente se conseguirá meter a mão no bolso do povoléu, sem que este se aperceba, porque deixou a carteira em cima da toalha enquanto se afastou para dar um mergulho?
Nada melhor que o calor, umas caipirinhas, e um mundial de futebol para se entreter as gentes.
Escutas ao processo "Cara de Pau"
Por estes dias, as conversas de Rui Pedro Soares (RPS) com Paulo Penedos (PP) ao telemóvel devem ser qualquer coisa do género:
PP: Então tens acompanhado a visita do nosso homem no Brasil? Achas que ele vai dar uma corrida no calçadão? Sabes como estas coisas caem bem na opinião pública. Se é para apertar o cinto, ao menos que seja com estilo e a suar!
RPS: Pois é pá! Parece que o "grande chefe" lá conseguiu que o Lula o levasse a tirar umas fotos na casa do gajo, do Chico.
PP: Do Chico? Quem, o Pinto Balsemão? Pá, o chefe é mesmo muito à frente, já é a segunda vez que ele consegue ir a uma reunião do Clube de Bilderberg. É os maçons, agora estes. Está em todas!
RPS: Não pá. Estou a falar do Chico Buarque. O "grande chefe" conseguiu marcar um encontro com o tipo e os jornais interpretaram como um convite por parte do gajo ao nosso primeiro. Isto calha mesmo bem, até lhe chamamos um figo...
PP: Então tens acompanhado a visita do nosso homem no Brasil? Achas que ele vai dar uma corrida no calçadão? Sabes como estas coisas caem bem na opinião pública. Se é para apertar o cinto, ao menos que seja com estilo e a suar!
RPS: Pois é pá! Parece que o "grande chefe" lá conseguiu que o Lula o levasse a tirar umas fotos na casa do gajo, do Chico.
PP: Do Chico? Quem, o Pinto Balsemão? Pá, o chefe é mesmo muito à frente, já é a segunda vez que ele consegue ir a uma reunião do Clube de Bilderberg. É os maçons, agora estes. Está em todas!
RPS: Não pá. Estou a falar do Chico Buarque. O "grande chefe" conseguiu marcar um encontro com o tipo e os jornais interpretaram como um convite por parte do gajo ao nosso primeiro. Isto calha mesmo bem, até lhe chamamos um figo...
Manuel Alegre
Poeta-astro do regime. Sapo que, na fábula chamada Presidenciais, o Rato teve de engolir.
Curriculum Vitae: menino que pregava pregos numa tábua
Curriculum Vitae: menino que pregava pregos numa tábua
Faltam menos de 24 horas...
... para o plano de austeridade. Acabaram-se os almoços grátis. Acabaram-se, aliás, os almoços.
Não faz mal. Camarada, se perdeste o emprego, se tens fome, deixa de ser caprichoso. Não sejas careta, entra no espírito. Põe a boca ao serviço e toca de soprar na vuvuzela até te saírem os olhos das órbitas. Vem apoiar Portugal.
Mas faz um favor, não esperes que Portugal te apoie a ti. Não sejas egoísta.
Não faz mal. Camarada, se perdeste o emprego, se tens fome, deixa de ser caprichoso. Não sejas careta, entra no espírito. Põe a boca ao serviço e toca de soprar na vuvuzela até te saírem os olhos das órbitas. Vem apoiar Portugal.
Mas faz um favor, não esperes que Portugal te apoie a ti. Não sejas egoísta.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







