segunda-feira, julho 05, 2010
quinta-feira, julho 01, 2010
Para utilizar em caso de necessidade
Como, de resto, a dissolução do Parlamento.
São as acções douradinhas que nos fazem crescer
Além de Chico Buarque e de Almeida Santos, outra das grandes referências da juventude de José Sócrates é o Capitão Iglo.
O primeiro-ministro muitas vezes se sente sozinho a puxar pelas energias do país, porque só ele sabe dar real valor aos douradinhos.
terça-feira, junho 29, 2010
Sexo, Dinheiro e Poder
Sexo: Advogando que nada se deve opor à liberdade e à felicidade individual (eu-eu-eu), sob o signo da "modernidade" o primeiro-ministro impôs a Portugal a promulgação do
Dinheiro: O princípio do "quem não deve, não teme", não pode ser argumento para tudo. E sobretudo não pode servir para um governo dito democrático enveredar pela via Orwelliana do Grande Irmão fiscal, que tudo observa porque todo o cidadão é um potencial infractor. Pior, servir para o Estado, seguindo um outro modelo Foucaultiano, "vigiar e punir" quem pode ser potencial fonte de receita para os cofres públicos.
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Sérgio Vasques, toma-nos por parvos ao argumentar que «os bancos não serão obrigados a declarar os activos dos contribuintes mas apenas os rendimentos pagos e as retenções». Vejamos um raciocínio simples. Sabendo que a taxa liberatória (retenção na fonte) é de 20% para montantes aplicados numa instituição financeira há menos de cinco anos, conhecendo a remuneração média paga pelos bancos aos seus clientes nos dois últimos anos e os produtos comercializados (através do Banco de Portugal), facilmente a administração fiscal chega aos activos de que os contribuintes sejam titulares em qualquer banco a operar em solo nacional.
Poder: É aquilo que os portugueses continuam a entregar, de forma amorfa, enebriada e acrítica, ao primeiro-ministro e à sua trupe de boys ludibrio-malabaristas.
Ah, é verdade. Portugal vs Espanha às 19h30.
segunda-feira, junho 28, 2010
Censos 2011 pergunta qual a orientaçao sexual
«É obrigatório responder ao Censos, sendo a recusa punida com pagamento de coima entre 250 a 25 mil euros. O Censos ocorre de dez em dez anos. Em 2011, pela primeira vez, pode responder-se pela net.»
"Portugal é a uma hérnia estrangulada"
quinta-feira, junho 24, 2010
Lisboa, que fé professas?
Sendo o segundo um dos muitos detractores (adj. aquele detrai; difamador; maldizente) do primeiro, representante máximo da Igreja Católica no mundo, trata-se do mais recente exemplo da má estratégica de marketing adoptada pela equipa do presidente Costa. De uma parolice confrangedora, de quem se verga apenas e só aos títulos ostentados pelas figuras que passam pela capital, em vivos ou jazendo mortos.
Homenagem feita ao mensageiro, Santidade ou Nobel, e não à mensagem. Caim ou Deus é Amor? Evangelho segundo Jesus Cristo ou Caridade na Verdade?
Está à vista que a cartilha do Partido Socialista para Lisboa é um "manual de maus costumes".
quarta-feira, junho 23, 2010
Dignidade aos restos mortais do nobel
sábado, junho 19, 2010
Obituário
Tem sido um mau ano para o PCP.
14 Maio - Saldanha Sanches
2 Junho - Rosa Coutinho
18 Junho - O ponto final do homem que não usava pontos finais.
sexta-feira, junho 18, 2010
Fernão Lopes, Oliveira Martins, José Mattoso... Moita Flores
Pela mão da RTP (bendito serviço público) trouxe-nos os conhecidos casos Ballet Rose, as estórias de Alves dos Reis, d'A Ferreirinha e o Processo dos Távoras. Todos episódios ou personagens da história de Portugal sobre os quais, sabe-se lá por quê - talvez por proporcionarem ardentes cenas de alcova - entendeu dar asas à criação. O título mais recente dado à estampa é Mataram o Sidónio!, com direito a spot de TV e tudo.
Moita Flores, pode dizer-se com justiça, dá razão de ser à categoria literária "Romance Histórico", pela sua apetência por alegadamente investigar e depois escolher ficcionar sobre as suas investigações. Daqui não resultaria qualquer mal, não fosse a enorme iliteracia reinante. O que se vai passar com mais este livro do ex-PJ é que, novamente a pretexto de se dar a conhecer um período conturbado, polémico e blá-blá-blá da república, nos escaparates das livrarias vai ficar exposto romance "de amor e morte" e não os factos da História.
Se não tivermos cuidado, um dia destes são os livros de estórias de Moita Flores a ser leccionados nas escolas em vez das obras de Fernão Lopes, Oliveira Martins ou José Mattoso, apenas para citar alguns.
Já temos uma ministra da Educação ficcionista e modelos pedagógicos virtuais. Falta muito pouco para ficcionar tudo o resto.
quarta-feira, junho 16, 2010
Portugal, a casa dos horrores
Esta espécie de parelha política PS/ PSD que lidera o bipolarismo (patológico) governativo nacional arrisca-se a uma justa comparação entre Portugal e Josef Fritzl.
Senão vejamos: o chamado "monstro" austríaco foi carrasco da filha durante 24 anos. Em Portugal, Cavaco Silva tornou-se, mais ou menos nessa altura, "pai do monstro" chamado défice das contas públicas. Mas os indícios não ficam por aqui. Tanto o psicopata como os... sucessivos líderes dos governos de Portugal e suas respectivas oposições souberam manter os segredos ocultos da sociedade durante mais de duas décadas, evidenciando comportamento manipulador, calculista e perverso, com grande capacidade de adaptação e de "arranjar desculpas para as coisas que foram acontecendo". Faz lembrar alguém muito próximo, não é?
E as mais recentes preocupações com a "credibilidade externa", as idas a Wall Street, as acções de charme em Bruxelas, são disto exemplo. À semelhança de Josef Fritz, Sócrates e Passos Coelho também não parecem importar-se com mentir, roubar e silenciar as suas vítimas, os seus eleitores, para que os vizinhos da Europa, a quem precisamos pedir dois ovos e um raminho de salsa, nos considerem gente séria e de bem. Ainda que no tango se mostrem belas pernas, o par é tudo menos recomendável.
segunda-feira, junho 14, 2010
Ficções do interlúdio
Entretanto, António Guterres inicia esta terça-feira o seu segundo mandato como Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. Vai-se entretendo nos próximos cinco anos até ter finalmente o caminho livre para Belém, com um eventual nobél da paz ao peito. Curioso que o único país do mundo de que Guterres fugiu ou se quis refugiar foi Portugal.
Imagina-se que os pântanos que encontra lá por fora não sejam tão assustadores que o levem a demitir-se desta vez.
domingo, junho 13, 2010
Arrufos de namorados
Pedro poderá não deixar José fazer-lhe "brincadeiras" no quarto escuro durante uma semana. Pelo menos.
sexta-feira, junho 04, 2010
As origens da espécie de Maçada
Pergunta de algibeira
Pela suas capacidades como juízes de linha num torneio de ténis?
quinta-feira, junho 03, 2010
A retroactividade da mentira
Em 22 de Maio, a mesma personagem impossível de classificar despachou e clarificou de seguida, para que não houvessem dúvidas: «as novas taxas de IRS só entram em vigor a partir de Junho e somente a partir de Junho». Mais: «No meu espírito nunca esteve outro período que não fosse Junho».
O (PM) Principal Mitómano do governo veio corroborar esta verdade. O princípio da retroactividade não se aplica e os senhores das finanças lá farão umas contas e uns cálculos de forma a que seja aplicada a taxa só no período de Junho a Dezembro. «Só fará sentido aplicá-la para a frente», como a areia nos nossos olhos aliás.
Nota 1: Não esquecer que Pedro Passos Coelho, a confiar nos acordos estabelecidos com o PS e não desmentidos, face à aprovação das medidas no Parlamento, sabia da construção do enredo até à revelação desta tarde e manteve-se fiel ao pacto diabólico. Só não se mantém fiel ao princípio da verdade.
Nota 2: Jorge Sampaio dissolveu o Parlamento por muito menos do que isto. À conta da conjuntura (vulgo Presidenciais) Cavaco Silva anda a fazer equilibrismos sem rede, sobre um barril de pólvora ao sol.
Dress code AR
terça-feira, junho 01, 2010
Mil milhões acima do baixo e oportunista
Quem decide, na PT, são senhoras que andam na vida como quaisquer outras. Vendem o corpo exactamente da mesma maneira, convencidas de que a alma se mantém pura e sem mácula porque não se deixaram levar à primeira oferta.
A diferença entre estar numa paragem de autocarros ao lado do Técnico e sentada num confortável sofá do Elefante Branco é que o segundo género sabe "encaixar" melhor. No mínimo mil milhões de euros melhor.
Desculpe, não percebi
Depois de Valter Lemos - essa grande autoridade que, qual salva-vidas legislativo, tão facilmente vigia a praia da Educação como a pasta do Trabalho e Solidariedade Social - vir fazer acrobacias com os últimos dados do Eurostat sobre desemprego, que bateu um recorde de 10,8% da população portuguesa activa, face aos 9,2% no mesmo período do ano passado...
segunda-feira, maio 31, 2010
Isto não vai correr bem
Lançar medidas de austeridade no dia em que começa oficialmente a época estival é um erro crasso. Desta forma, como se poderá fazer a necessária consciencialização dos esforços e da aplicação destas medidas fiscais suplementares e esta redução das despesas do Estado?
"Austeridade" e "esforço patriótico" são diametralmente opostos a "praia" e "férias de Verão". Não podiam adiar isto para meados de Setembro? Aí sim, não haverá dinheiro, com a vantagem de não nos lembrarmos para onde foi nem como.
Ou será que a dupla do tango sabia bem demais (sem perder votos nas eleições que se antecipam) que muito mais facilmente se conseguirá meter a mão no bolso do povoléu, sem que este se aperceba, porque deixou a carteira em cima da toalha enquanto se afastou para dar um mergulho?
Nada melhor que o calor, umas caipirinhas, e um mundial de futebol para se entreter as gentes.
Escutas ao processo "Cara de Pau"
PP: Então tens acompanhado a visita do nosso homem no Brasil? Achas que ele vai dar uma corrida no calçadão? Sabes como estas coisas caem bem na opinião pública. Se é para apertar o cinto, ao menos que seja com estilo e a suar!
RPS: Pois é pá! Parece que o "grande chefe" lá conseguiu que o Lula o levasse a tirar umas fotos na casa do gajo, do Chico.
PP: Do Chico? Quem, o Pinto Balsemão? Pá, o chefe é mesmo muito à frente, já é a segunda vez que ele consegue ir a uma reunião do Clube de Bilderberg. É os maçons, agora estes. Está em todas!
RPS: Não pá. Estou a falar do Chico Buarque. O "grande chefe" conseguiu marcar um encontro com o tipo e os jornais interpretaram como um convite por parte do gajo ao nosso primeiro. Isto calha mesmo bem, até lhe chamamos um figo...
Manuel Alegre
Curriculum Vitae: menino que pregava pregos numa tábua
Faltam menos de 24 horas...
Não faz mal. Camarada, se perdeste o emprego, se tens fome, deixa de ser caprichoso. Não sejas careta, entra no espírito. Põe a boca ao serviço e toca de soprar na vuvuzela até te saírem os olhos das órbitas. Vem apoiar Portugal.
Mas faz um favor, não esperes que Portugal te apoie a ti. Não sejas egoísta.
sábado, maio 29, 2010
Freud também explica a golden share
A propósito da eventual OPA da espanhola Telefónica sobre a PT, o primeiro-ministro veio puxar dos galões e acenar com a "golden share" que o Estado tem na Portugal Telecom. "Para Portugal, a PT é uma empresa estratégica. É por isso aliás que temos uma 'golden share'. É para nós estratégica se for uma empresa grande, se tiver uma ambição de participar naquilo que é a economia global, de estar presente em vários continentes, como está a PT. (...) Nós queremos uma PT grande, uma PT com escala".
Ora, se isto não é um autêntico deslize freudiano, não sei o que será. Deixemos de lado as respostas (escritas com a ajuda dos spin doctors de serviço) às 80 perguntas da comissão. Na folha em branco, José Sócrates sabe bem afirmar uma coisa e o seu contrário, sem mentir. Atenção, sem nunca mentir.
Já a quente, sem as "fichas" preparadas, resvala-lhe o pé para o chinelo, como acaba de acontecer, admitindo que o governo está, como tem de estar, por dentro das negociações existentes na PT por ter a tal golden share que, por ironia, vai ser impedido de usar por Bruxelas por violar a legislação comunitária.
Em 24 de Junho de 2009, o PM afirmava com a veemência que lhe é característica, que "o Estado não se mete nesses negócios", da participação da PT na TVI, apesar da bem conhecida vontade de calar uma linha editorial oposta aos interesses do Partido Socialista.
Também recebeu uma SMS de Vara confirmando a saída da "Manela", "não digas nada", mas não mentiu. Não mentiu.
Bem, de facto diz a sabedoria popular que uma mentira dita muitas vezes pode tornar-se uma verdade. Pelo menos na cabeça de quem a profere.
sexta-feira, maio 28, 2010
A austeridade da crise
Sou eu ou o aumento do IRS em 1 e 1,5%, do IVA da Coca-Cola e dos iogurtes bifidus activus e os 2,5% adicionais no IRC das empresas com mais de 2 milhões de lucros são medidas anti-crise, perdão, de austeridade? Ou são as outras? Os cortes no subsídio social de desemprego, a redução do número de dias de trabalho para efeitos de atribuição do subsídio de desemprego e o fim do alargamento do abono de família aos escalões 2 a 5 por conta das despesas de educação?
Dói-me a cabeça.
Porque o Pathos que não nos larga
Se nos queremos definitiva e inequivocamente descolar da Grécia, não seria mais fácil que o PM começasse a chamar-se José Pinto de Sousa, como vem lá no Cartão do Cidadão? Só assim para acalmar os mercados financeiros. Nem que fosse por uns meses. Isso conseguíamos perdoar-lhe.
É que talvez já nem fossem necessárias as medidas de austeridade.
Vocês é que são Europeus, vocês
Quem não se lembra das Eleições Europeias 2009? Bom, talvez ninguém se lembre, foi há quase um ano. Mas a verdade é que o PS e o "avô cantigas" Vital Moreira adoptaram aquele mítico slogan de fervor federalista "Nós, Europeus". Já nem portugueses éramos. Éramos, nós todos, do Minho ao Algarve, europeus, cidadãos do mundo civilizado. Irmãos com as demais nações do Velho Continente, nos fundamentos e na filosofia que tem por base a construção de uma unidade em torno dos mesmos valores, do mesmo esforço comum em construir um espaço verdadeiramente comunitário. Isso e mais qualquer coisa.
Agora é vê-los.
"Cuidado com a Alemanha", Freitas do Amaral
"A situação de Portugal é completamente diferente da grega", José Maria Ricciardi (BES Investimento)
"Portugal e Grécia não estão no mesmo barco", Jean-Claude Trichet (presidente do BCE)
"Comparação à Grécia é injusta e despropositada", José Sócrates
Somos todos amigos, mas só quando os mercados estão a dormir.
quinta-feira, maio 27, 2010
quarta-feira, maio 26, 2010
O Regresso dos Especialistas (versão Mundial da Crise 2010)
Luís Nazaré, ex-dirigente do PS nomeado presidente dos CTT para substituir Horta e Costa logo a seguir à vitória nas eleições legislativas de 2005, liderou o Instituto de Comunicações de Portugal (ANACOM) e tem ligações muito fortes ao Benfica. João Ferreira do Amaral, que hoje aparece na capa no Jornal de Negócios com a parangona de que a economia tem sido destruída pelo Euro, acompanhou o ex-presidente Mário Soares como consultor no período da integração de Portugal na CEE, tendo sido membro do comité de Política Económica da então comissão e da OCDE. A seguir temos Mira Amaral, com o percurso político que se conhece, com passagem pela CGD e mais recentemente com o presidente executivo em Portugal do cinzento Banco BIC (Angola). Por último, António Nogueira Leite. Se Teixeira dos Santos é a mãe biológica da Santa Maria Austeridade, este professor de economia bem pode reclamar-se como mãe adoptiva. Actualmente vogal do CA da Brisa (atenção ao corte nesse rating), o mesmo cargo que ocupa ou ocupou em inúmeras outras empresas (CUF, etc), desempenhou funções como secretário de Estado do Tesouro e Finanças em 1999 no governo de António Guterres...
Mira Amaral e Nogueira Leite têm até pontos comuns que não deixam de ser bastante curiosos num cenário de eventual alternância política da governação. Ambos pediram a cabeça de Manuela Ferreira Leite depois das eleições que reconduziram José Sócrates nos des(a)tinos do país em 2009, apoiando a candidatura interna de Pedro Passos Coelho e ambos têm experiência em colaborar com o PS num ou noutro momento da história recente de Portugal.
É a isto que chamam um painel de convidados com opiniões transversais. Não há dúvida que assim o esclarecimento público é garantido. De certeza que fariam diferente e com menos recurso ao jogging. Estamos bem entregues.
terça-feira, maio 25, 2010
Portugal Estupidificado
Diz o site da SIC que "todos eles vão falar do que nunca falaram e mostrar o que o Mundo nunca viu. As vidas, as casas, os carros, as famílias, os segredos, os desafios mais ousados e as imagens mais surpreendentes.
Em 2008, “Os Incríveis”, com Cristiano Ronaldo tornou-se no programa de entretenimento mais premiado internacionalmente na história da Televisão Portuguesa depois de vencer o Festival Mundial FICTS, em Milão, de ter sido eleito o melhor documentário no 4º Festival Internacional de Desporto Televisão e Cinema da zona asiática e ter sido reconhecido com o prémio máximo no 12º Festival Internacional de Liberec, na República Checa."
Eu sabia que éramos grandes mas agora tenho a certeza. Se não fosse para rir desatava já a chorar.
Piada de mau gosto
Plano de austeridade lá de casa
- Voltar a pedir a mesada aos pais porque o BES não está a emprestar dinheiro (nem a conseguir emprestado)
- Poupar
- Pedir um cartão de crédito para pagar a prestação da casa
- Não pagar a prestação da casa
- Pagar as prestações dos empréstimos só depois do Verão
- Poupar
Cortar nas despesas (depois de enviar o vale de correio para a África do Sul com €368):
- Não pagar a prestação da casa
- Dizer ao gerente do banco que estou a sofrer um ataque especulativo na minha dívida externa
- Regozijar-me com a sobretaxa de 1,5% de IRS sobre o meu vencimento, já que assim tenho menos para gastar
- Fazer um crédito individual só de €5.000 pré-aprovado, para ir de férias de Verão para Ibiza, e esquecer os planos de €10.000 para o Nikki Beach em Albufeira (já a pensar no aumento do IVA)
- Não comprar o passe social a partir de Julho
- Não beber Coca-Cola
sexta-feira, maio 21, 2010
Não quero ficar na bicha, avanço já com a promulgação
"Pergunto se não seria útil dar conta dos efeitos desta promulgação no que diz respeito aos eleitores do actual Presidente da República.
É que eu, por exemplo, não votarei neste senhor nas próximas presidenciais. Votarei em branco. Traiu por todas as formas a expectativa que nele muitos depositávamos de constituir um contra-peso de bom senso nesta absurda agenda fracturante "civilizacional", começando pelo referendo ao aborto, que convocou imediatamente, e terminando nesta triste promulgação.
Para mais fê-lo desprezando os seus próprios poderes constitucionais, com base num inqualificável argumento utilitarista. Para mim acaba por ser indiferente que seja este o Presidente da República ou outro qualquer, como por exemplo o Manuel Alegre (nem acredito que tenhamos chegado a isto...).
Já nem as pessoas que tínhamos como rectas conseguem fazer política com alguma coragem: tudo se faz na base de frios cálculos pragmáticos eleitoralistas.
Pois bem. Talvez este cálculo tenha saído errado, porque muitas pessoas como eu deixaram de ter algum motivo para votar neste senhor. Muitos que eu conheço já me disseram que não voltariam a votar nele. E penso que o sentimento é mais genérico do que me mostra uma mera observação empírica. Pois a base eleitoral do actual PR não é precisamente aquela que é contrária a este tipo de leis iníquas?
Não seria bom que o senhor PR tivesse a consciência de que, para além de ter abdicado dos seus princípios - que pareciam até estar reforçados pela visita do Santo Padre - abdicou também (de muitos) dos seus eleitores?"
Estêvão da Cunha
Quatro anos depois...
sexta-feira, setembro 22, 2006
Rapar o tacho
Vê-los na televisão é uma coisa, ouvi-los falar à nossa frente, ter de interagir com eles e encontrar formas de os fazer ser concretos no discurso, ser práticos nas medidas, ser esclarecidos nas matérias, é algo de muito distinto. A "eles" refiro-me, como calculam, aos meninos do tacho. É aliás sintomática a expressão que teve quando me dirigi para lhe pedir as declarações pretendidas: "deixe-me só comer alguma coisa". Claro, não foi também assim que chegou ao Parlamento Europeu, a vice-presidente da Comissão para os Transportes e o Turismo? Não por perceber de nenhuma destas duas matérias, mas porque alguém do partido lhe deixou "rapar o tacho".
Eu ontem acabei por lhe conceder essa vontade. Depois, todo contente, lá veio responder às perguntas, já com a boca cheia de nada, como o discurso.
quinta-feira, setembro 07, 2006
Pirómanos em Lisboa
É pena que apenas tenham anunciado a segunda edição do Mundial de Pirotecnia, que começa este sábado na marina do Parque das Nações, em Lisboa. Porque o Campeonato Nacional de Piromania já está a decorrer há alguns meses, privilegiando sobretudo as zonas rurais do país, para variar...
Importante é que a partir das 23h00 horas, todo os sábados de Setembro, os espectáculos de fogo de artifício vão iluminar os céus de Lisboa. Isto num esforço das entidades públicas para tentar prolongar a "época oficial" de fogos, desta vez na capital, para causar o impacto que as fagulhas esvoaçantes do Gerês, do Alentejo, de Santarém não causam. Os portugueses já estão bem habituados a céus iluminados durante as noites quentes de Verão
O Troféu Vencedor do Mundial de Pirotecnia será disputado pela Itália no dia 9, a Alemanha no dia 16 e pelos EUA a 23 de Setembro. O Grupo Luso de Pirotecnia tem a responsabilidade da cerimónia de encerramento, no dia 30 de Setembro, aproveitando até lá para atear mais alguns noticiários enquanto não há mais escândalos que envolvam voos da CIA, listas de devedores ao Fisco ou avanços nas OPAs pendentes.
quarta-feira, agosto 16, 2006
Mudam-se os tempos...
Durante décadas, a comunidade científica definiu o sistema solar com nove planetas. Apesar disso, alguns astrónomos questionaram se seria correcto contar com Plutão, que é mais pequeno do que a Lua.
(Marques Mendes também é mais pequeno que Pedro Santana Lopes e mesmo assim é considerado líder do PSD... ou talvez não seja, mas não é isso que agora está em discussão)
Dependendo dos resultados, que serão revelados no final da conferência, o sistema solar poderá ser alargado para incluir 23, 39 ou até 53 planetas. Se o Xena, descoberto a 5 de Julho de 2005, for considerado um planeta, então também vários outros corpos celestes terão de o ser.
segunda-feira, agosto 07, 2006
Um destino com queda para o mistério
«Morreu o bebé atingido na queda de um eucalipto em Sintra»
Já vem da altura do Eça de Queirós, do Lord Byron ou mesmo de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Sintra tem uma queda especial para o esoterismo e o mistério.
Desta vez a história passou-se com uma família de dez pessoas vindas de Amarante, atingidas pela queda de um eucalipto na estrada que segue para o Palácio da Pena. O bebé e a avó morreram, como não poderia deixar de acontecer num thriller deste género, em que se percebe existir um intuito propositado de eliminar os elementos daquela família a partir dos extremos etários...
De certeza que o ministério do Ambiente vai abrir um inquérito para averiguar as culpas da queda do eucalipto e, como é óbvio, o ónus irá cair sobre - não uma família vinda de Penafiel para um piquenique - mas sobre o próprio eucalipto.
A boa notícia é que dois dos feridos já receberam alta, enquanto outros dois vão ser operados hoje para retirar folhagem eventualmente entalada nas vias respiratórias, adiantou o presidente da Junta de Freguesia de Fridão. Como noticiou o Público, o autarca salientou que todos os feridos, internados no Hospital Amadora-Sintra e no São Francisco Xavier, estão livres de perigo, já que colocaram dois elementos da PSP à porta do quarto dos doentes, para manter os eucaliptos à distância.
quarta-feira, julho 12, 2006
Bodes expiatórios
Porque esse Deus-bode-expiatório-de-todos-os-males é impotente perante os nossos actos, que estamos no mundo. Não arranjemos desculpas para a merda que fazemos ou para os actos de coragem que deixamos de fazer.
quinta-feira, julho 06, 2006
Espionagem industrial
segunda-feira, julho 03, 2006
Para atirar à cara dos jornalistas
«A imprensa sem alma»
«Cerca de mil e quinhentos «licenciados» em «Comunicação Social» e seus derivados saem, anualmente, de escolas, institutos e universidades onde aquelas coisas se ensinam. Um concentrado de sonhos e ambições, cedo atirado para o desespero de não encontrar emprego.
Saem com deficiente preparação. Não admira: conheço muitos professores daquilo. Desses muitos, todos são medíocres; arrastaram-se, penosamente, pelas redacções de jornais e revistas, e encontraram encosto no «professorado» ou nas assessorias de Imprensa. Bernard Shaw disse, com lúcido sarcasmo: «Quem sabe, faz; quem não sabe, ensina». O resultado é o que se vê. Com as excepções a confirmar a regra, o jornalismo português não é mau - é péssimo. E as excepções correspondem àqueles e, sobretudo, àquelas, que foram para o ofício movidos pelo fulgor da paixão, a que adicionaram vontade, conhecimento - e a teimosia de fazer diferente.
Há anos, uma precipitada jornalista do «Diário de Notícias» quis saber os motivos que me haviam impelido ao jornalismo profissional. «O espírito de ser útil», respondi. E, também, a circunstância de o meu pai ter fundado jornais («Diário Popular» e «Diário Ilustrado»), e de aos jornais («A Voz» e «O Século», foram o primeiro e o último onde trabalhou) ter consagrado a parte mais estelar da sua vida.
A rapariga ficou surpreendida com a afirmação, e talvez a tomasse como impetuosidade de quem tem por hábito dizer o que pensa. Mais espantada a deixei quando lhe disse que estivera dez anos em «O Século» (de onde fora despedido por motivos políticos) e vinte e três no «Diário Popular», de lá saindo por incompatibilidade total com a deriva do vespertino. «E lá permaneceria, acaso as coisas não se houvessem alterado», disse. E perguntei: «E você?» Logo ela: «Estarei no ‘Diário de Notícias’ até arranjar uma assessoria».
Nasci num lençol de papel impresso. E conheci e trabalhei com o que de melhor existia na Imprensa da época. Quando nomeio os que deram a fisionomia ética e estética a essa componente fundamental da cultura portuguesa, não o faço por nostalgia. É um imperativo moral e uma espécie de reparação ao triste esquecimento a que esses homens foram ostensivamente votados. A memória das Redacções passa pela exigência de se lutar contra o esquecimento, o qual participa de um muito mais vasto projecto ideológico conservador.
Harrison Salisbury, que foi um dos maiores jornalistas ocidentais e uma assinatura de prestígio no «The New York Times», respondeu, certo dia, a um moço que lhe perguntara como poderia ser jornalista. «Percorra a Bronx, vá ao Harlem, caminhe por Queens. Assista a alguns julgamentos. Observe os hospitais públicos. Analise o comportamento social dos sindicatos. Fale com os polícias das esquadras dos bairros. Mas, sobretudo, goste de pessoas». Frases como estas deviam figurar em todas as Redacções. Aqui se contém a essência primeira do jornalismo. E é uma lição de tudo.
Já falei, em crónica anterior, da fúria acrítica e irracional que varre a Imprensa. O Mundial da Alemanha converteu-se na dimensão bufa de uma nova Aljubarrota. «A Bola», fundado pelo tarrafalista Cândido de Oliveira, titulava, na segunda-feira, a primeira página, com esta bizarria: «Heróis da Resistência», saltando, airosamente, sobre o significado profundo da expressão. Tudo é permitido. A razão, o bom senso e o bom gosto sofrem atropelos. O processo de imbecilização do país prossegue impante e impune. Todavia, qual for o resultado, a ressaca vai atirar os portugueses para o grau mais baixo da ciclotimia.
De uma maneira geral, os jornais portugueses são todos iguais, com notícias iguais, títulos semelhantes, precaucionistas, má prosa, vocabulário rudimentar, comentadores sem rasgo, preguiça na pesquisa, carência de criatividade, ausência de originalidade editorial. Os jornalistas não saem das Redacções, servem-se da net e do telefone, de meia dúzia de ideias feitas.
Chega-se ao absurdo de se publicar textos de acontecimentos internacionais, em narrativas compostas na Redacção, mas firmadas como se o jornalista estivesse no local. Há redactores que nunca, jamais, em tempo algum saíram em busca da notícia, ou na procura do desenvolvimento de uma informação dada pelos telejornais. Aparecem, nas primeiras páginas (não se deve dizer «capa», «capa» é de revista; «primeira página» é de jornal), chamadas para factos ocorridos quase vinte e quatro horas antes!
O espaço gasto em inutilidades atinge as raias do abstruso. E os custos de produção são caríssimos, exactamente porque há manifestamente um subaproveitamento das capacidades dos jornalistas. Diariamente, adquiro três (ocasionalmente quatro) jornais. Nos fins-de-semana, sete; quatro dos quais estrangeiros. Faço a comparação. Um desastre. Para nós, é evidente. Depois, a grande falácia da «independência» ideológica. O provincianismo, aqui, só dá para fazer caretas. É defeito o «El Pais» ser, manifestamente, de esquerda moderada; e «El Mundo» abertamente de direita? «The Guardian» defende causas de esquerda, assim como «Le Monde»; e «Le Figaro», de direita. São maus jornais, devido a essas definições? Bem pelo contrário. E outra pergunta: para que servem os «provedores»? São os vigilantes de quê e os curadores de que verdade absoluta ou relativa?
Lastimo ter de dizer isto: que estímulo à inteligência, que provocações à nossa inércia, que propostas indicam esses «comentadores» que enchem, de vacuidades e de necedades, as páginas dos nossos jornais, sobretudo aqueles que se dizem «de referência»?
Onde estão as grandes reportagens, as crónicas, as entrevistas, as notas e os artigos que escapam à vulgaridade e proporcionam, aos leitores, altos momentos de prazer e de reflexão? Onde se debatem as grandes causas e os nobres combates? A quem interessa esta emasculação do jornalismo português?
Faço-lhe, Dilecto, mais algumas perguntas ingénuas: percebeu alguma coisa do que ocorre em Timor? Será verdade que Alkatiri foi armadilhado pelo facto de se opor a uma negociata do petróleo, antagónica dos interesses dos timorenses? As tendências hegemónicas da Austrália, na região, obedecem ao princípio, sempre ambíguo, dos «interesses nacionais», de uma potência que só é grande pela impressionante dimensão do seu território? E quais as relações entre a Austrália e a Indonésia neste conflito?»
Baptista Bastos, in Jornal de Negócios, 3 Julho 2006
sexta-feira, junho 23, 2006
O que está errado neste título?
CDS-PP desafia PS a acabar com feriados religiosos
«O CDS-PP desafiou hoje a maioria parlamentar do PS a levar a laicidade do Estado até às últimas consequências e acabar com o Bispo das Forças Armadas, com a bênção em inaugurações e com os feriados religiosos. No debate em plenário de projectos sobre o protocolo do Estado, o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, reclamou um lugar de destaque para a Igreja Católica “pelo que representa e pelo que faz em tantas áreas” em Portugal e insurgiu-se contra o “laicismo” do PS.
“Se quiserem ser coerentes com essa visão assim restrita do laicismo não poderão ficar por aqui. Terão também de acabar com as figuras do Vigário Castrense, Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, equiparado a general de duas estrelas”, declarou.
“Não há outra alternativa. Para não falar dos feriados religiosos, todos eles relativos ao cristianismo, que o Estado supostamente laico manda respeitar e cumprir”, prosseguiu Nuno Melo, questionando também se o PS acabará com as bênçãos em inaugurações.
Insurgindo-se também contra a exclusão, pelo PS, dos descendentes da antiga família real das cerimónias oficiais, o líder parlamentar do CDS-PP afirmou que “a história portuguesa não começou em 1910” e desafiou a maioria socialista a dar nomes republicanos como “Ordem de 5 de Outubro” às ordens de Cristo ou de Santiago.
PS, que já tinha feito a sua intervenção no debate sobre o protocolo do Estado, não respondeu ao desafio feito por Nuno Melo, mas a deputada do Bloco de Esquerda (BE) Ana Drago, comentou ironicamente que o democrata-cristão “diz que vão terminar as prendas de Natal e os ovos da Páscoa”.»
quarta-feira, maio 31, 2006
Brincar ao quarto escuro
Mas, e o dever e também o direito ao arrependimento depois de um acto de descontrolo, de uma reacção não premeditada que tenha resultado, infelizmente, numa situação de violência? Penas de um a cinco anos se a prática for exercida sobre cônjuges, menores e pessoas indefesas, dois anos se acontecer em frente a menores. Três a dez anos se houver ofensa grave à integridade física. Aqui a linha é mais ténue, como se percebe.
A violência não vem só das classes baixas e, se quisermos, a violência psicológica não se assiste apenas nas classes altas. Há matizes que não são só sociais, são culturais, são de formação independentemente do status. Há muita gente da alta que é capaz de deixar de rastos uma filha, um filho, uma mulher de tanta pancada, como há muita gente a viver das ajudas do Estado com comportamentos requintados de violência psicológica.
A questão que vale a pena reflectir com esta revisão do Codigo é se a ausência de um pai ou de uma mãe, por vários anos, não se torna numa violência maior para uma criança em crescimento. Se fechar um pai/mãe numa prisão não lhe tira a possibilidade de viver, em consciência, o seu acto.
segunda-feira, maio 29, 2006
Estórias que vendem
Nenhum livro na actualidade (ou talvez nunca) suscitou uma polémica tão infantil como a que se tem vindo a observar junto dos intelectuais e até, pasme-se, do comum povo mortal. Não li o Código Da Vinci e não o lerei até se acabarem os livros que tenho há tanto tempo em cima da mesa de cabeceira ou que ainda não comprei mas espero vir a ler, porque são referências importantes para o meu desenvolvimento cultural. Vai demorar décadas. Teriam de acabar todos os grandes autores alemães, russos, franceses, ingleses, americanos e sul-americanos, africanos e asiáticos com nome no "hall of fame" da cultura mundial. Que eu saiba Dan Brown ainda não figura nessa lista, apenas se destaca por vender milhões de livros.
Ora o Código Da Vinci não pode ser uma grande obra. Admito que seja uma estória bem contada, com um enredo cativante e daquela intriga que nos faz ficar presos horas a fio até o mistério ser resolvido. Tem todo o mérito, como têm os livros que se levam para a praia, durante o Verão, para entreter enquanto sol faz o seu trabalho sobre as nossas peles tostadas. O Código Da Vinci é um "best seller" antes de o ser. Dan Brown foi pegar numa personagem (que, por acaso funda a maior parte daquilo que deveriam ser os valores da cultura ocidental) para criar um romance, e esta é precisamente a última forma como as pessoas encaram o livro. Como um romance.
Que se saiba a tal estória do código não tem fundamento - histórico - e a única personagem tirada de um contexto real é a de um professor, que por sinal estudou mesmo as obras de Da Vinci e a Gioconda, mas nunca descobriu quaisquer códigos secretos. Pior, nunca foi contactado por Dan Brown para confirmar as teses mirabolantes apresentadas no livro.
Toda esta discussão é absurda e a Igreja só faz mal em reagir negativamente, da mesma forma que os leitores, como Vasco Pulido Valente, caem na falácia de achar que o Código Da Vinci se trata de uma interpretação da vida de Jesus e que daí decorre uma agressão ou um enfraquecimento da fé das pessoas.
quarta-feira, maio 24, 2006
Matar portugueses cotado em Bolsa
Apesar dos esforços em rentabilizar os assaltos à mão armada, a taxa de eficácia no assassínio de portugueses baixou drasticamente, fenómeno que é explicado pelos empresários do crime por uma oferta cada vez menor de alvos a abater, considerado uma verdadeira "maçada". Os restaurantes e as mercearias sempre foram os locais preferidos para os ataques mas parece que agora terão de virar-se para as lojas de tapetes persas e correctoras de seguros.
O aumento dos preços do petróleo também pode estar por detrás da diminuição do volume de mortos portugueses nos primeiros cinco meses deste ano. A consequência mais provável, de acordo com o relatório, será a redução de custos e de pessoal, prevendo-se que no próximo quadrimestre haja mais 4.800 assassinos sul-africanos desempregados. Na sequência deste anúncio, o ministro do Trabalho e Solidariedade Social, Malembo Kutumba, já alertou que não vai alargar o orçamento do Rendimento Mínimo Garantido. "Temos de estimular o empreendorismo e a iniciativa individual", afirmou taxativo.
quinta-feira, maio 18, 2006
Umas atrás das outras...
Segundo o trabalho, desenvolvido por uma equipa investigadores norte-americanos conduzida por David Reich, da Universidade de Harvard, as duas linhagens separaram-se há 6,3 milhões de anos no máximo, e provavelmente até há menos de 4 milhões de anos o que não os impediu de proceder à troca de genes.
Tal é perceptível em particular ao nível dos cromossomas X (cromossomas sexuais femininos) que, nos chimpanzés e nos humanos, são mais parecidos do que os restantes cromossomas, precisam os cientistas.
O «divórcio» final e definitivo não terá, afinal, acontecido há muito mais do que quatro milhões de anos, o que significa que após terem começado a separar-se, humanos e chimpanzés ter-se-ão ainda cruzado durante mais de um milhão de anos.
Os resultados obtidos neste estudo, segundo os investigadores, põem em causa o estatuto dos hominídeos considerados como os mais antigos ancestrais do Homem, tais como o Saelanthropus Tchadensis (Toumai), que viveu há cerca de sete milhões de anos, o Orrorin Tugenensis, que viveu há seis milhões de anos, ou ainda o Ardipithecus Ramidus, que terá vivido há perto de 5,5 milhões de anos.
O enigma das origens do chimpnazé continua contudo praticamente todo por desvendar, já que contrariamente aos ancestrais do Homem, dos quais há numerosos fósseis, não foi encontrada até hoje qualquer ossada atribuível aos primeiros chimpanzés, à excepção de alguns velhos dentes.
Além disso, a sequenciação completa do genoma do chimpnazé, publicada no ano passado, confirmou que as duas espécies são geneticamente idênticas em 99%."
Ontem foi a ovulação, hoje é a evolução. Durante anos a fio vieram com a conversa de que o homem mordeu o cão. Como se já não bastasse para arrasar a nossa auto-estima, apresentam um estudo que diz que homens e chimpanzés tiveram sexo depois da evolução, durante milhares de anos. Resta saber a evolução de qual das espécies...
Caramba, durante milhares de anos? Estão a dizer-me que eu sou resultado de uma hipotética relação zoófila entre o meu tetra-avô e uma macaca? Eu sei que é difícil encontrar uma química porreira com uma parceira de jeito, mais ou menos engraçada. Lá se vai a teoria da Criação, de uma Eva à imagem daquela pintada por Botticelli. Só de pensar que tudo deve ter começado com a atracção entre um hominídeo e um macaco chamado Tony Ramos, numa relação que durou mais de um milhão de anos, leva-me a ter outra percepção daquilo que hoje entendemos ser uma mulher bonita. Reparem, andámos um milhão de anos a ter sexo com chimpanzés e no ano 2006 nem sequer conseguimos olhar para a amiga gorda daquela que achamos tão gira, e muito menos chegar a vias de facto. Reflictamos sobre isto.
quarta-feira, maio 17, 2006
Saliva fértil
O Fetilfacil é um sistema microscópico que utiliza a saliva para determinar em que fase se encontra a ovulação. «Basta a pessoa recolher uma gota de saliva, colocá-la no vidro do aparelho e deixar secar durante 15 minutos», explicou a directora de marketing do dispositivo.
«Se aparecerem uns pontinhos e umas bolinhas, a mulher não está em período fértil. Se surgirem poucas folhinhas de palmeiras, está numa fase pouco fértil. Se as folhas das palmeiras forem em número mais elevado, está num período fértil», acrescentou Sara Santos.
Sara Santos disse ainda que o aparelho se assemelha muito a um baton e pode ser transportado de forma discreta na mala. Sem contra-indicações, o Fetilfacil está disponível nas farmácias quatro horas após o pedido e tem um preço recomendado de 69 euros.
Além de indicar o período fértil, o que permite saber qual é a altura ideal para engravidar, Madalena Santos, especialista em Medicina de Reprodução, alerta para o facto do aparelho permitir às mulheres inférteis perceber que algo está errado.
«As mulheres que não conseguem engravidar costumam esperar um ano para consultar um médico. Com este dispositivo, podem aperceber-se de que algo se passa e consultar um especialista mais cedo», concluiu Madalena Santos.Tudo nesta notícia, divulgada pelo Diário Digital, é caricato. Primeiro, quaisquer sistemas que usem saliva para determinar fases disto ou daquilo soa a abuso. Qualquer dia abordamo-nos assim: "oh filha, posso lamber-te a testa para saber se estás com dor de cabeça?" ou "olhe, desculpe, olhei para si e achei-a tão interessante. Posso dar-lhe um valente beijo para saber se é recíproco?"
Neste caso ainda se torna mais engraçado. Além de secar o cabelo. pôr alguma maquilhagem e escolher a roupa para sair, as mulheres ainda vão fazer os maridos/namorados (ou desconhecidos, quem sabe) esperar mais 15 minutos para saberem se estão no período fértil. Não sou entendido nestas matérias, e até tenho pena, mas fazendo as contas uma mulher não sabe à partida se está ou não no período fértil?
Para identificar que a mulher não está em fase de ovulação o aparelho mostra "pontinhos e bolinhas". Se surgirem "poucas folhinhas de palmeiras", está numa fase pouco fértil. Se as folhas das palmeiras forem "em número elevado", enganou-se e foi parar ao Brasil.
Nem sequer vou fazer comentários em relação ao facto de ser um aparelho que funciona com saliva, com forma de baton e ter "um preço recomendado de 69 euros"... Porque não 70 euros, que raio?!
quinta-feira, maio 04, 2006
Abaixo o poder da Igreja
Pode parecer chocante este discurso, mas não é. Quem foi Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus, senão aquele que apresentou um projecto contra todo o poder, contra todos os "pactos de regime" que os poderes estabelecem entre si para oprimir mulheres e homens de todos os tempos? Jesus foi, precisamente, o modelo de humanidade e entrega que chamou a atenção de todos em relação à cegueira de nos deixarmos reger por leis escritas pelos que detêm a chave da cidade, a chave dos templos e dos cofres. Dando a vida.
A Aliança que Jesus estabeleceu foi com as mulheres e homens frágeis e indefesos, com os pobres e os excluídos. Não foi com os líderes religiosos e príncipes dos sacerdotes, nem com o rei Herodes, nem mesmo com o governador romano de turno Pôncio Pilatos. E essa é uma realidade que existia então como existe hoje, passados dois mil anos.
Por isso, em vez de nós - Igreja - nos preocuparmos com os caminhos que as sociedades decidem tomar para viverem melhor e mais livres, devemos preocupar-nos em sermos testemunho para os pobres, os que não têm voz, os ignorados e desprezados, os abusados e violados na sua dignidade. Tirem-nos - a nós, Igreja - todos os privilégios e saberemos executar melhor a nossa missão.
quinta-feira, abril 27, 2006
No malhar é que está o ganho
Quem me conhece sabe que não sou propriamente fã deste político sexy, nem tão pouco desta suposta ala esquerda do Parlamento. Aliás, nem desta nem de outras. Mas o facto que me enerva é que passou um ano desde que este Executivo assumiu funções. Um ano! Ninguém consegue fazer nada deste país num ano! O que é que passa pela cabeça de um tipo como o Pacheco Pereira quando se aproxima a data de escrever a sua crónica semanal? "Deixa ver, hmm, vou falar de medidas interessantes a aplicar ao nível dos incentivos à produtividade? Não, vou antes mandar uns bons bitaites acerca da forma como os portugueses devem assumir um compromisso com o país, no sentido de estimular a economia, provando como o Estado pode criar formas de premiar os que têm melhores desempenhos? Também não. Olha, já estou a ficar com uma dor de cabeça dos diabos, é mais fácil olhar para os acontecimentos dos últimos dias e atirar tudo contra o Governo. Eu só tenho de descarregar a minha bílis e os gajos que se justifiquem, e é se quiserem!"
Amigo, camarada, palhaço, é óbvio que quaisquer medidas (boas ou más, depende do critério e do quão fundo está entranhada a partidocracite) levam tempo a surtir efeito, até que se notem mudanças nos números, nos indicadores, nos défices mas, sobretudo, nas mentalidades de quem os vê, de quem os analisa e de quem os vive, no dia a dia.
Os erros cometidos por José Sócrates todos nós podemos apontar, todos os tiros no pé, todos os ditos por não dito, todas as "inverdades". É fácil, basta ligar a TV, ler os jornais, assistir à apresentação pública dos "grandes projectos estruturantes". Eu sei fazer isso, toda a gente sabe. É até o que sabemos fazer melhor, sentados na esplanada com os amigos a beber um café. O que pouca gente sabe (e parece claro que Pacheco Pereira não quer entrar neste pequeno grupo) é apontar a si próprio como bode expiatório da nulidade que este país produz (ou deixa de produzir) diariamente.
sexta-feira, abril 21, 2006
Vergonha das vergonhas
Vergonhoso!
quarta-feira, abril 19, 2006
segunda-feira, abril 10, 2006
"Tá gente...!"
E se não, se de facto se encontra apenas um tipo, só, por que diz que "está gente", em vez de "estou cá eu"? Quando se utiliza a primeira fórmula, seja quem for que está a ocupar o compartimento, fala como se estivesse cá fora a responder a si próprio... Ou melhor, nega a sua individualidade. Compreende-se que a posição de sentado na sanita não seja propriamente uma imagem que dignifique ninguém, mas não parece justo chegar a este extremo!
Há também os que tossem, como que se escusando a verbalizar qualquer palavra, evitando o risco de ser reconhecido mais tarde quando regressa à sala do restaurante, ou do bar, ou da discoteca. Deste lado: "toc toc". Do outro: "cof cof". É verdade que o acto de tossir contrai os músculos abdominais e pode ajudar, assim, a desempenhar - ou desempanar - melhor a função para se despachar mais depressa...
Depois há os que não dizem nada. "Está alguém?" Resposta: "..................". "Com licença?!" Resposta: "............." Depois de muito forçar a porta para perceber se ficou inexplicavelmente trancada, por dentro, lá ouvimos um punzito ou o desenrolar do papel higiénico e percebemos, de facto, que "está gente". Se bem que por vezes não se compreende como é que "gente" faz ruídos daqueles, mas enfim.
Por fim, os que, enquadrando-se em qualquer dos exemplos dados acima, teimam em não sair da retrete até perceberem que ninguém os vê, ninguém os ouve. Um verdadeiro acto de espionagem. Entram e saem sem que se dê conta do que lá foram fazer, um desprezível cocó!
Para breve prometo focar o tópico casas de banho públicas, na óptica da infra-estrutura pré e pós utilização, o que dará concerteza muito que escrever. Grato pela atenção e, se me dão licença, depois disto só posso puxar o autoclismo.
sexta-feira, março 31, 2006
Quem sou eu, afinal?
Sorriem, com desprezo, perante o entusiasmo, ridicularizam o fervor espiritual e menosprezam o comportamento carismático. Consideram-se realistas que vêem a realidade tal como é e que não se deixam enganar pelas "emoções de evasão". Mas ao desprezarem a alegria de Deus, a sua escuridão provoca maior escuridão.
Em cada momento do dia tenho a oportunidade de optar pelo cinismo ou pela alegria. Cada pensamento que me ocorre pode ser cínico ou alegre. Cada palavra que pronuncio pode ser cínica ou alegre. Cada acto que realizo pode ser cínico ou alegre. Cada vez tenho maior consciência destas opções e cada vez mais descubro que cada uma das opções pela alegria, conduz a uma alegria maior e faz que se descubram mais razões para fazer da vida uma verdadeira festa na casa do Pai.»
terça-feira, março 07, 2006
Os cábulas da Europa
Continuamos a ser importadores. Há cinco séculos que o somos e, se no início desta estratégia conseguimos ser competitivos com interposto comercial de especiarias e matéria-prima então desconhecidas na Europa, desde o século XIX que o fazemos de forma completamente ineficaz, salvo a excepção das artes, da arquitectura e da literatura, em que os chamados “estrangeirados” como o Eça se revelaram grandiosos contributos para a cultura portuguesa.
Ontem Sócrates visitou a Finlândia para se inspirar naquele modelo de sucesso. Como o cábula que se senta, durante o exame, ao lado do melhor aluno da turma. Revela perspicácia do primeiro-ministro mas uma igual dose de irrealismo e preguiça. Tentar importar o modelo de uma sociedade que nada tem a ver com a nossa, latina e mediterrânea, é quase comparável aos erros cometidos em África quando se tentaram implementar sistemas políticos e sociais à semelhança do que se praticava nas democracias europeias. E vejam no que deu...
Ainda ninguém se lembrou que é a mentalidade que está inquinada. O “modelo finlandês” surgiu num contexto de recessão no início da década de 90, é certo. Como a nossa dez anos depois. Mas já então o Estado social daquele país nórdico era altamente desenvolvido, ao contrário do nosso até nos dias de hoje. Lá, havia uma interacção entre sectores público e privado e entre universidades e empresas, baixos níveis de corrupção e altos níveis de confiança no Estado, uma forte identidade nacional, construída historicamente contra a ameaça de grandes vizinhos externos. Vá-se lá encontrar comparação com Portugal...
Outra coisa de que ainda ninguém se lembrou de referir é que, para se ser grande em planos tecnológicos tem se desenvolver tecnologia e, que eu saiba, não temos nenhuma empresa tipo Nokia ou Siemens... A única coisa que conseguimos exportar são os “cérebros”, e que de nada nos servem, o vinho do Porto (maioritariamente de capitais britânicos), o vinho da Madeira e a cortiça (graças a Deus que temos o Mourinho a defendê-la além fronteiras).
sexta-feira, março 03, 2006
Será que Freitas do Amaral bebe?
Depois de ler as últimas declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, na Assembleia da República, só uma ideia me passa pela cabeça... Freitas do Amaral tem problemas com a bebida!
No Público lê-se que o ministro (ora de direita, ora de esquerda, ora de quem o apanhar) “sustentou que a condenação da violência contra as embaixadas ‘não era essencial’ mas antes ‘pôr água na fervura’”. A declaração ultrapassa o absurdo e o senhor ministro devia saber utilizar melhor as palavras, já que parece dar-lhes tanto valor. Não saberá, porventura, que pôr água na fervura só adia o transbordar mas aumenta o seu volume?? Talvez fosse melhor pôr água no lume, digo eu.....
Como se não bastasse, em reacção às acusações do CDS de não condenar os actos violentos contra embaixadas, Freitas considerou que “os ataques aos edifícios eram ‘uma reacção condenável, mas compreensível, face às ofensas enormes feitas à comunidade islâmica por um jornal de extrema-direita dinamarquesa’”. Ponhamos as coisas nos seus devidos lugares. Condenável mas compreensível? O quê? Como o Holocausto à luz do seu contexto económico? Como o 11 de Setembro à luz das crenças de quem o praticou? Tudo é condenável mas compreensível, nesse sentido... desculpável diria Freitas. Quem se recordar que uma das primeiras visitas de José Sócrates foi a Líbia governada na "democracia musculada" de Kadhafi, um dos grandes exportadores de petróleo, perceberá por que quer a diplomacia portuguesa “pôr água na fervura”. Vejam lá se não se enganam e deitam gasolina...
Depois, o ministro fala de “ofensas enormes” de um “jornal de extrema-direita”. Reflecte o sentimento geral dos dinamarqueses, das comunidades ocidentais? Não, não reflecte. Assim como os ataques a pessoas e edifícios ocidentais não são arquitectados pela maioria da população islâmica mas por pessoas eficazes, com interesse em instrumentalizar as massas para agudizar uma “guerra de civilizações”.
Não tenho muitas dúvidas de que se está a criar uma nova Cortina de Ferro a partir de onde, uma vez mais, se divide o mundo em dois opostos. Só que, em vez de ideológicos, são extremos religiosos e culturais à beira de uma explosão, mais grave do que o nuclear.
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Brokeback Mountain
O novo filme de Ang Lee é excepcional, como história de amor, como retrato da América rural, com uma fotografia de perder a respiração e grandes interpretações de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal. Aconselho vivamente!
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Saber viver
- O que mais te surpreende na Humanidade?
Ele respondeu - Os homens.
Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem o presente, de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.
E porque vivem como se nunca fossem morrer, morrem como se nunca tivessem vivido.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Brincar com Deus... porque não?
O que Ele nos garante - olhando para todas as religiões da terra em todos os tempos e lugares - é que não fez contrato de exclusividade com nenhuma. E que os judeus, os cristãos e os muçulmanos não se zanguem com Ele por causa disso."
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Se dúvidas houvesse
Quem realiza a caridade em nome da Igreja, nunca procurará impor aos outros a fé da Igreja. Sabe que o amor, na sua pureza e gratuidade, é o melhor testemunho do Deus em que acreditamos e pelo qual somos impelidos a amar. O cristão sabe quando é tempo de falar de Deus e quando é justo não o fazer, deixando falar somente o amor. Sabe que Deus é amor (cf. 1 Jo 4, 8) e torna-Se presente precisamente nos momentos em que nada mais se faz a não ser amar. (…) Consequentemente, a melhor defesa de Deus e do homem consiste precisamente no amor. É dever das organizações caritativas da Igreja reforçar de tal modo esta consciência em seus membros, que estes, através do seu agir — como também do seu falar, do seu silêncio, do seu exemplo —, se tornem testemunhas credíveis de Cristo."
terça-feira, fevereiro 07, 2006
Quem é que deturpa o Islão, afinal?
Seria impensável um cristão reagir com vingança. Dá que pensar, a interpretação que as culturas têm vindo a fazer sobre o amor de Deus, qualquer que seja o nome que Lhe dão.
Dar a outra face não está, definitivamente, na ordem do dia...
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Chamada de atenção
"É preciso mudar de registo e não falar para sufocar interrogações. É preciso fazer mais perguntas, por exemplo: se Deus existe, como explicar o mal? Se Deus não existe, donde vem o bem? Deus também se revelou extremamente vulnerável!
O recurso ao plano religioso para encobrir a dor do mundo é uma falta de respeito pelo mistério de Deus e pelo mistério do sofrimento.
Mas assim ainda estamos no campo da busca de explicações para aquilo que não precisa só de explicações. (...) Os chamados “milagres” não são uma solução ou uma receita; são um sinal, uma indicação de que o mal não se explica, não é uma fatalidade, combate-se. Jesus, ao não deixar a receita, indica que os milagres não servem para substituir nem o engenho nem a vontade de transformar o mundo. Gosto de observar que Jesus não veio para resolver os nossos problemas, mas para nos resolver a que nos resolvamos a resolver o que deve ser resolvido por nossa conta e risco. (...)
A vida cristã apoia-se num tripé: lucidez, trabalho e oração. Como redescobrir e suscitar o gosto do silêncio, do testemunho e do desejo de servir?
Havendo no mundo recursos e conhecimentos (ou podendo haver) para cuidar da alimentação e da saúde de todos, por que será que há tanta gente mergulhada na solidão, na fome e no sofrimento?"
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
África by...
A frase
Jorge Gonçaves, Diário Económico












